[Reino Unido] Tributos sinceros a Martin Gilbert de Ulverston

Por Eleanor Ovens | 06/04/2022

Uma pessoa de caráter renomado, conhecido pela sua luta apaixonada por justiça, igualdade, desarmamento nuclear e pelo meio ambiente faleceu de Covid-19.

Martin Gilbert era um Ulverstonian muito amado, envolvido em vários festivais e grupos de cidade.

Aos 81 anos de idade, deixa para trás sua esposa e parceira por 33 anos Joan Carroll, seu filho Jeremy, suas filhas Mary e Lucy e quatro netos.

O sr. Gilbert nasceu em Londres e se mudou para Southport, e então para Nottingham, onde foi treinado como assistente social.

Morou nos Estados Unidos por cinco anos e se graduou em Serviço Social em São Francisco antes de retornar à Inglaterra. Gilbert visitava regularmente os Estados Unidos para ver sua filha, Lucy, que mora em Portland.

Conheceu sua esposa e companheira de trabalho Joan após se mudar para St Helen’s; a sra. Carroll se mudou para Ulverston por conta de seu trabalho e foi logo seguida pelo sr. Gilbert, que ‘se apaixonou’ pela cidade e pelas pessoas de lá.

“O Martin absolutamente amava este lugar,” disse a sra. Carroll.

“Ele amava a cena de arte comunitária daqui e estava envolvido em qualquer coisa que vinha dela.”

O sr. Gilbert estava envolvido na Extinction Rebellion (XR), Furness Traditions Festival, Ford Park, liderava os contadores de estórias da Ulverston Candlelit Walk, trabalhava como voluntário no Barrow Foodbank e era membro consagrado da Campaign for Nuclear Disarmament (CND).

A sra. Carroll disse que seu falecido marido era um ‘verdadeiro anarquista’ que acreditava em igualdade.

Acrescenta: “o Martin era muito envolvido com as pessoas, a justiça e a igualdade. Ele não deixava passar a desigualdade ou o racismo.

“Ele era um anarquista de verdade – não o que as pessoas pensam dos anarquistas, mas um que era comprometido com seus princípios, com uma sociedade livre.

“Se um protesto da XR acontecesse, sua presença era garantida. Ele costumava ir a todas as reuniões.

“Ele acreditava intensamente na causa.”

O sr. Gilbert se aposentou da assistência social ‘mais cedo do que gostaria’ por conta de sua saúde deteriorada.

Depois disso, Gilbert arrumou um emprego de meio período na Liverpool John Moore University, trabalhando com enfermeiras de saúde mental.

Fonte: https://www.nwemail.co.uk/news/20046805.heartfelt-tributes-paid-martin-gilbert-ulverston/

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Choveu de manhã:
as lagartas abrem trilhas
na folha de urtiga

Luiz Bacellar

[Espanha] Revista “Acracia” III época – nº 2 – abril 2022

Desde as assembleias celebradas em torno ao “Anarquismo no século XXI” realizadas durante o inverno de 2021/2022, se decidiu impulsionar a revista “Acracia” como elemento de difusão da “Ideia” anarquista. Dizemos anarquismo e não anarquismos porque a “Ideia” é uma, aquela que luta contra toda forma de dominação do homem pelo homem na base de um ideal de igualdade entre os seres humanos.

Desde esta publicação queremos dar voz às sensibilidades que enriquecem nossa utopia. Sensibilidades que atualmente aparecem atomizadas em diversos meios e publicações, e que a partir de agora têm um meio de difusão para a casa comum do anarquismo.

Não queremos limitar nossa publicação porque todas as lutas que compartilham nosso ideal são a mesma luta, aquela que prefigura um mundo livre e igualitário onde os seres humanos, em harmonia com seu entorno com o qual compartilham destino, por fim possam emancipar-se de todo condicionamento e desenvolver seu potencial.

Nossos inimigos são o poder e a desigualdade, o Estado, o Capital e o cis-hetero-patriarcado: contra eles é dirigida esta publicação fraternalmente elaborada com espírito de sã cooperação e, claro, de amistosa discussão em busca da difusão de nosso ideário.

O anarquismo, que constantemente se viu atacado desde as elites, tem respostas claras a este mundo organizado na base da competição, da acumulação, da violência, da submissão, das desigualdades, da repressão…

Somos anarquistas e o dizemos claramente. Não temos nada que ocultar e aqui lhes contaremos.

>> Para ler-baixar a revista, clique aqui:

https://drive.google.com/file/d/1jQ87E2UCr316U2Q6Y3OexJ2ruJ7dLkwK/view

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Abro o armário e vejo
nos sapatos meus caminhos —
Qual virá comigo?

Anibal Beça

Podcast | Isabel Bertolucci Cerruti (1886-1970)

Saiu o quinto episódio da série Militantes Libertárias e Libertários, apresentamos Isabel Bertolucci Cerruti (1886-1970), que foi uma das mulheres que mais artigos publicou nas páginas da imprensa operária e libertária entre as décadas de 1910 e 1960, utilizando diversos pseudônimos. Destacamos também o estilo próprio de escrita desenvolvido por Isa Ruti, seu pseudônimo, que destoa muitas vezes das demais colunas nas folhas anarquistas da época. O aspecto mais importante a se destacar de sua trajetória é sua longa e intensa colaboração junto à imprensa anarquista de São Paulo, durante mais 50 anos. Isabel Bertolucci Cerruti foi uma mulher anarquista e antifascista que olhou o mundo com sensibilidade e revolta, com a esperança de uma transformação social profunda rumo à ao triunfo da anarquia. Viva as mulheres anarquistas! Viva Isabel Cerruti! Viva a militância anarquista! 

>> Escute o podcast aqui:

https://open.spotify.com/episode/0fKemPqOmvtObW3VrG7xKb?si=88duoDSkQEaCh2tjx4RZ7g&utm_source=copy-link&fbclid=IwAR2xQGwABFD9DNjQvDBYzgRohezNwtcCSJFjXgFE7agkatIdt77NMTU7U6U&nd=1

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o outono é ela
a folha que cai
sou eu

Eduardo Balduino

[Reino Unido] O Hilton Abriu um Bar ‘Anarquista’ em Londres. As Bebidas Custam £14.

Por Simon Childs | 12/04/2022

A franquia hoteleira alterou a marca identitária do seu “Freedom Cafe” [Café da Liberdade] no Leste de Londres após a reclamação de cooptação por um grupo anarquista local.

Anarquistas do Leste de Londres acusaram a rede de hotéis Hilton de copiar sua imagem e histórias radicais como uma marca de identidade de um bar de luxo para “tipos punheteiros da cidade”, em que coquetéis custam até £14 [cerca de 86 reais em abril de 2022].

O Freedom Cafe era para ser um cocktail lounge temático no Leste de Londres, cujo tema era o anarco-comunismo. Quando abriu em outubro, os clientes sentavam em uma elegante cadeira de couro e gastavam £13 [~R$80] em uma mistura de vodka chamada “the Russian Anarchist” [o anarquista russo] em homenagem a Peter Kropotkin, que escapou para Londres depois de ser detido na Rússia tsarista por atividade política subversiva. Ou, por apenas £11 [~R$68], poderiam pedir um coquetel virgem chamado “Why Work?” [por que trabalhar?], “em homenagem a uma provocativa série de ensaios dissecando o trabalho, suas formas sob o capitalismo e as possibilidades para uma sociedade alternativa que produz com base em nossas necessidades ao invés de por mera avareza”.

O café foi nomeado em homenagem à histórica editora anarquista Freedom Press, localizada no final da rua, em Whitechapel. O cardápio do bar foi feito para parecer uma cópia do Freedom Press, um jornal anarquista publicado desde 1886, com “Anarchist Weekly” escrito no topo da página. Oferecia [em tradução livre,] “anarquia, café, bebidas e comida de bar”.

Há apenas um problema. O Freedom Press – ainda um coletivo anarquista que publica livros e tem uma livraria em Whitechapel – diz nunca ter sido consultado sobre isso e está furioso.

Em um artigo publicado anonimamente no site Freedom News do grupo, um membro explica como eles pensaram que era um trote de primeiro de abril de um amigo, “sabendo o quanto odiamos a cooptação nublosa da bebida na cultura londrina para o consumo de tipos punheteiros da cidade.”

Vendo o café como o mais recente exemplo da gentrificação do antigo distrito periférico, adicionaram: “É certeza de que essas pessoas são sem noção o suficiente para um roubo generalizado do nosso nome, nossas fotos e até mesmo a introdução da história em nosso próprio website para um exercício corporativo de identidade de marca sem a mínima reflexão?”

Mas isso foi exatamente o que aconteceu. Pertencente ao grupo hoteleiro multinacional Hilton, o café é parte do Canopy by Hilton London City, “Um hotel vibrante com a aura do Leste Londrino.”

O Hilton foi forçado a fazer algumas mudanças após a reclamação dos anarquistas.

De acordo com uma sinopse já deletada do site do café, ele estava levando adiante a história dos cafés de Londres, os quais eram “um local de encontro para escritores, radicais, empreendedores e artistas – uma base de criação de conceitos que permaneceriam vivos para mudar o mundo.”

Contudo, os anarquistas locais não se convenceram de que o grupo hoteleiro Hilton, que vale £11.87bn [mais de R$73bi], esteja comprometido com o radicalismo político. Darya Rustamova, membro do coletivo Freedom Press, declarou que “ao invés de mudar o mundo, eles estão reforçando o tipo exato de capitalismo de mercado que está arruinando a nossa cidade e muitas outras.”

Quando a VICE World News foi ao café na tarde de segunda-feira, a palavra “Freedom” [Liberdade] tinha sido coberta. O cardápio com estilo de jornal anarquista foi substituído por um genérico. Pessoas de terno estavam em suas reuniões de negócios. O café ainda servia “the Freedom Burger” [o hambúrguer da liberdade], que acompanha batatas grandes por volumosas £16.50 [~R$102]. A música do salão, a mobília de felpa e as plantas em vasos não evocam muita “raiva contra a máquina”.

Os anarquistas também acusaram o hotel de cooptar a história da área para seus lucros sem benefícios à comunidade local.

Rustamova afirma: “estão vendendo a área local como uma atração turística porque querem que as pessoas paguem para ficar no hotel.

“Isso não é uma celebração de Whitechapel ou de Brick Lane, ou de Spitalfields, esse hotel não é para nós, é para a cidade, é para qualquer um de bolsos cheios e com um fetiche estranho por turnês pela classe trabalhadora. Você não pode apenas dizer que está honrando a beleza da vizinhança local se na realidade apenas a explora. Nossas histórias não são uma porra de um gancho publicitário.”

Quando a VICE World News abordou o Canopy London City para comentários, declararam que “A marca Canopy by Hilton almeja oferecer aos hóspedes experiências únicas inspiradas pela vizinhança local. Esse foi o informe para um grupo terceirizado de consultoria de reputação internacional, que fora encarregado de criar um conceito de café e bar com referências locais. Em resposta, a agência propôs o conceito do Freedom Café and Bar, inspirado pela Freedom Press Publishing House.

“O Canopy London City está extremamente decepcionado em saber que a agência não entrou em contato com a Freedom Press Publishing House para o seu consentimento antes de criar o conceito para a comida e bebida. Como resultado, o Canopy London City estabeleceu contato com a Freedom Press Publishing House com o propósito de encontrar uma solução mutuamente acertada o mais rápido possível.”

O Hilton não identificou a agência terceirizada de consultoria. A VICE World News perguntou se o Hilton apoiava o anarquismo como filosofia política, mas não teve resposta.

Fonte: https://www.vice.com/en/article/bvnkqq/london-hilton-freedom-cafe-anarchist

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Agarrada à folha
a formiga com firmeza
desliza na brisa.

Ronaldo Bomfim

[Uruguai] “Não nos rebaixemos para sobreviver, vamos com tudo.”

Enquanto os partidos políticos lutam nas urnas, as cozinhas populares estão se multiplicando nos bairros. Enquanto esticamos nossos salários remanescentes, ou nos endividamos para pagar as contas, os prestamistas, os rentistas, os especuladores e os donos de supermercados enchem seus bolsos às custas de nossa fome. A situação é a mesma de sempre, enquanto algumas pessoas ricas ficam mais ricas, nós pagamos mais por tudo. A miséria não é apenas econômica, precisamos apenas olhar ao nosso redor para ver como o egoísmo e o consumismo nos fazem viver vidas vazias e solitárias, enquanto continuamos escravos do trabalho.

A política provou não ter soluções, ganhe quem ganhe, o problema básico permanece o mesmo. Diante desta situação, há aqueles que estão resignados, indiferentes, indignados, que denunciam, que reclamam, e aqueles que se organizam. Estamos do lado daqueles que se organizam; diante do aumento dos preços, nos organizamos, realizamos assembleias, pensamos em como queremos viver juntos e não deixamos que o capitalismo nos esmague. Entendemos que diante deste mundo hostil, cada vez mais voraz, automatizado e invasivo, é necessário criar um novo mundo, com solidariedade, ajuda mútua e, acima de tudo, fazê-lo em conjunto.

Realizamos cozinhas populares, lanches, assembleias de bairro, oficinas gratuitas, redes coletivas de apoio mútuo, visamos a solidariedade. Contra os supermercados, que lucram com a fome e a necessidade das pessoas, existe o Mercado Popular de Subsistência, um coletivo de vizinhos organizado para comprar mais barato e para politizar o consumo. Não ficamos indiferentes à miséria que permeia nossa vida diária; nós nos organizamos.

É hora de agir, vamos parar de adiar o agora em busca de promessas futuras.

Vamos tomar posse do presente. Vamos nos reunir, e vamos ousar viver a vida que queremos viver, agora. Este mundo não tem mais nada a nos oferecer, vamos criar nosso próprio mundo, e nos organizar para defendê-lo, vamos encontrar nos outros a cumplicidade da revolta.

Não nos rebaixemos para sobreviver, vamos com tudo.

Comunidade de Luta de Cordón

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Penso apenas
Em meu pai e minha mãe —
Tarde de outono.

Buson

[Reino Unido] Conferência de Estudos Anarquistas 2022 | Chamada de trabalhos

Rede de Estudos Anarquistas // 7ª Conferência Internacional // Online

Chamada de Trabalhos: Futuros Anarquistas

Muitas vezes chamados de idealistas, sonhadores, irrealistas, anarquistas têm uma relação complexa com o futuro. Nós o imaginamos, o teorizamos, trabalhamos para ele. Tentamos trazê-lo para o presente. Nós desenhamos plantas de como ele poderia ser. Cultivamos conexões que refletem nossas esperanças. Imaginamos novos mundos, vivendo no futuro enquanto mudamos o presente. Entretanto, o pensamento utópico pode ser considerado tanto um incentivo quanto um desestímulo à ação. Sua complexidade e relação com o futuro é particularmente significativa para os anarquistas. Afinal de contas, como o pensamento político pode ser plenamente compreendido sem nos projetarmos e coletivamente irmos rumo ao futuro? Utopias anarquistas das primeiras News Of Nowhere (William Morris, 1890) a The Dispossessed (Ursula K Le Guin, 1974) e outras ficções recentes sublinharam o papel de imaginar o futuro a fim de construir um mundo melhor.

Futuros Anarquistas é um chamado para pensar em possibilidades, lacunas e interstícios onde existem futuros anarquistas. É um estímulo para caminhar na ponte do tempo e tornar o futuro presente. É uma esperança de que possamos traçar linhas de solidariedade e comunidade que redefinam o atual estado de coisas para que o futuro seja anarquista.

A 7ª Conferência Internacional da Rede de Estudos Anarquistas será realizada como um evento online nos dias 24 a 26 de agosto, sujeito a mudança para híbrido se encontrarmos um local adequado. As conferências da ASN (Anarchist Studies Network) têm como objetivo abordar novas fronteiras na bolsa de estudos anarquistas e incentivar a polinização cruzada entre disciplinas. Também convidamos pessoas que normalmente não residem ou não se sentem confortáveis na academia para fazer oficinas, falar sobre seu trabalho, projetos, planos e construir conexões.

O tema central para esta conferência é Futuros Anarquistas. Uma lista de tópicos sugeridos inclui, mas não está limitada a, os seguintes:

  • Como imaginamos o futuro? Como é uma sociedade anarquista?
  • Como imaginamos um mundo sem prisões, o Estado ou a polícia?
  • Como os anarquistas do passado imaginavam o futuro? Nós chegamos lá?
  • Como a literatura e a arte imaginam um futuro anarquista?
  • Como agimos para o futuro agora?
  • O que é necessário para mudar o futuro?
  • Quem são os atores da mudança?
  • Qual é o papel da imaginação para mudar o mundo?
  • Qual é a relação entre a teoria anarquista e o futuro?

Como de costume, a ASN também acolhe favoravelmente as apresentações que não fazem referência ao tema principal, mas que estão relacionadas à teoria e à prática anarquista. Também são bem-vindos painéis e streams sobre um tópico em particular. Acolhemos com satisfação, particularmente, apresentações fora do formato acadêmico tradicional, tais como performances, exposições, workshops, entre outros. Estamos felizes em acolher trabalhos em qualquer idioma, mas favor enviar um resumo em inglês. Por favor, indique se você deseja apresentar online ou pessoalmente. Os resumos devem ser enviados até 30 de abril de 2022 para asn.conference@protonmail.com

Nosso objetivo é facilitar e acomodar todas as necessidades de acessibilidade, incluindo mas não limitado ao acesso de cadeiras de rodas, aparelhos auditivos, salas silenciosas, cuidados com crianças e apoio material para participantes com baixos salários.  Por favor, entre em contato com quaisquer perguntas, necessidades ou comentários específicos e faremos nosso melhor para atendê-los.

anarchiststudiesnetwork.org

Tradução > dezorta

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A porta da casa
amarela-se com folhas
pintadas de outono.

Júlio Parreira

Avtonom.org foi oficialmente bloqueado na Rússia

“Ação Autônoma” (Avtonom) sempre foi um grupo de divulgação do anarquismo no mundo de fala russa. Não nos importam as fronteiras nacionais. Mas, independentemente dos estados nos quais se encontrem nossos ativistas, a mudança social na Rússia é muito importante para nós.

Neste sentido, durante muitos anos tentamos cumprir com a legislação russa na medida do possível para evitar um bloqueio total de Avtonom.org e de nossas redes sociais. Cada ano isto se tornava mais difícil, as proibições eram mais absurdas, mas tentávamos permanecer desbloqueados. Agora, quando não se pode chamar guerra a uma guerra e não se pode estar contra ela, estas táticas já não funcionam.

Como resultado lógico, Avtonom.org e nosso grupo de Vkontakte foram bloqueados na Rússia por determinação da Promotoria do Estado. O grupo VK segue sendo acessível através de VPN e Tor, mas não o necessitamos desta forma e não vamos seguir desenvolvendo-o em um futuro próximo. Nosso canal de Telegram e nosso canal de YouTube estão disponíveis na Rússia sem VPN e Tor. Certamente encontraremos novas formas de evitar a censura. Inscreva-se em nossas redes sociais, assim como em nosso boletim semanal por correio eletrônico – o correio eletrônico ainda não está bloqueado na Rússia.

P.S.: Se possível, abandona Vkontakte em geral, devido à estreita amizade desta rede social com a polícia. Saia de VK!

Fonte https://avtonom.org/en/news/avtonomorg-now-officially-blocked-russia

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Quietos, no jardim,
mãos serenadas. Na tarde,
o som das cigarras.

Yberê Líbera

[França] Libre Flot: “meu agradecimento”

Hoje, 7 de abril de 2022, me deram alta, com uma pulseira eletrônica, por razões médicas…

Portanto, fui transladado a um estabelecimento hospitalar, gratuito, para poder beneficiar-me de todos os cuidados necessários como consequência deste longo período de inanição. Poderei concentrar-me em reconstruir meu corpo, meu intelecto e minha psique.

Esta é uma grande notícia para mim, ainda que provavelmente tenha um longo caminho a percorrer para acabar com a farsa da acusação terrorista, conhecida como o assunto 8.12.

Mas não os esqueço e quero agradecer desde o fundo do meu coração a todas as pessoas, coletivos e organizações que me apoiaram e difundiram a informação.

Não tenho mais palavras para expressar meu agradecimento!

Agradeço outra vez,

BERXWEDAN JIYAN E!

Libre Flot

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/04/13/franca-anarquista-prisioneiro-libre-flot-e-libertado-apos-37-dias-de-greve-de-fome/

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um gato perdido
olha pela janela
da casa vazia

Jeanette Stace

O Grupo de Estudos P. Kropotkin recebe inscrições para novos integrantes

Atividade de extensão é gratuita e candidatos podem se inscrever até o dia 22 deste mês

Estão abertas, até o dia 22 de abril, as inscrições para a participação no Grupo de Estudos sobre a obra do cientista político, economista, historiador e geógrafo russo Piotr Kropotkin (1842-1921), um dos principais pensadores do anarquismo e das lutas revolucionárias do final do século XIX.

Interessado por Geografia, explorou o Círculo Polar Ártico percorrendo milhares de quilômetros a pé e registrando diferentes fenômenos relacionados a tundra e outras paisagens árticas. Nessas viagens, teve contato e passou a se solidarizar com os camponeses vivendo em condições miseráveis na Rússia e na Finlândia. Suas ideias demonstraram a centralidade da cooperação nas sociedades e na própria evolução das espécies.

A atividade de extensão é coordenada pelo professor do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da UFRGS Breno Viotto Pedrosa e irá abordar temas como: o que a geografia deve ser, ciência moderna e anarquia.

>> As inscrições podem ser feitas pelo link:

https://forms.gle/hRyzK14VKwhEnm6K8

Fonte: http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/o-grupo-de-estudos-p.-kropotkin-recebe-inscricoes-para-novos-integrantes

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No olho das ruínas
as íris dos vaga-lumes
sob as tranças de ervas.

Alexei Bueno

 

[Itália] Guerras de classe

A guerra vende bem: armas, poder, comércio, economia e paz. Tanta paz. O principal instrumento de venda da paz social sempre foi representado pelas guerras, travadas pelos patrões e pagas pelos explorados, com perda de riqueza. Com a perda de milhões de vidas humanas. A guerra cria dissidência ou consenso, e a mídia considera o público consumidor mais adequado. À noite, o horror, útil para aumentar os apoiadores e facções, alinhamentos e especialistas de todos os tipos, vão ao vivo na TV. Tínhamos quase nos livrado dos virologistas de assalto da era da covid que agora se encontram especialistas guerreiros ou pacifistas para todos os gostos, mesmo que as guerras não sejam todas iguais para quem fala dos mortos na Ucrânia, e esquece os mortos no Mali ou no Iêmen. Ou no trabalho. Fontes de notícias chamam o próprio desertor de traidor ou herói, dependendo de qual lado da cerca o comentário vem.

A TV da dor relança o horror das vítimas de plantão em horário nobre, pronto para ser esquecido assim que a participação diminuir. O pacifista inveterado pronto para denunciar o tráfico de armas de todos os tipos para Kiev acordou agora depois de décadas de guerras alimentadas pelo lucrativo comércio de armas da Itália e do Ocidente em todas as partes do mundo. Dois pesos e muitas, muitas medidas.

Em quase todos os lugares da Itália, o antimilitarismo tomou as ruas: em Milão e Turim, Gênova ou Sicília. Números pequenos comparados aos de trinta anos atrás em resposta à primeira Guerra do Golfo. Números, vozes, pessoas que de qualquer forma não se rendem à representação midiática do vazio da política. Pessoas, trabalhadores, explorados que lutam e não se deixam intimidar nem por fake news nem por buscas orquestradas ao estilo de anos de chumbo. A referência é à batida policial na sede nacional da USB em Roma. Um episódio que mostra a verdadeira face da mesma luta de classes que semeia horror na Ucrânia e gera exploração e precariedade no Ocidente. Há os que ficaram ricos com a pandemia e os que ficaram mais pobres. Há quem enriqueça com todas as guerras em curso, e refugie-se na mesma estância turística onde um oligarca ucraniano vai ao bar com o seu amigo oligarca russo, turco ou italiano ou… E há quem tenha uma vida precária, obrigado a pagar salários e turnos por chantagem do empregador (Ikea de Ancona) ou deve ceder à chantagem ocupacional vendo piorar suas condições de trabalho e salários (Caterpillar Jesi). Há aqueles que gostariam de abandonar uma guerra em nome da vida, e aqueles que gostariam de uma vida que não seja uma guerra contínua. Há aqueles desesperados, que já não têm olhos para chorar, um morto assassinado na rua sobre o qual os chacais intelectuais estão conversando na segurança de suas salas na internet.

O terceiro milênio em seus primeiros vinte anos já mostrou sua identidade de subjugação e morte. Os explorados e os rejeitados da humanidade têm sempre que redescobrir a força da solidariedade e lutar para acabar com tudo isso!

FAI – Federação Anarquista Italiana

Seção “M. Bakunin” – Jesi

Seção “F. Ferrer” – Chiaravalle

Tradução > GTR@Leibowitz__

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Em qualquer lugar
Onde se deixem as coisas,
As sombras do outono.

Kyoshi

Memória | Manifestação Ferrer reúne milhares de pessoas em São Paulo

Por Marcolino Jeremias | 11/04/2022

Em outubro de 1910, uma grandiosa e imponente passeata, organizada pelo Comitê Pró-Escola Moderna de São Paulo, reuniu cerca de 8 mil pessoas. Por volta das 18:30 horas, começaram a chegar no Largo de São Francisco, diversos grupos com seus respectivos estandartes, entre eles o Grupo Libertário de Jovens Polacos, a Sociedade Fluvial e Transportadora de Tijolos e o Centro Feminino de Educação Moderna com uma coluna de quase 2 mil pessoas, entre elas, muitas professoras e alunas de escolas racionalistas e operárias.

Na frente do préstito, carros conduziam uma bandeira de A Lanterna, e um painel do mesmo periódico, iluminado internamente, que retratava um jesuíta em forma de morcego que abria suas asas ao redor do mundo. Um grupo de senhoras levavam um artístico ramalhete de flores, entre elas as meninas Amélia Moreira e Angelina Paciullo. Seguia-se uma bandeira de cor negra com os dizeres “Glória ao Nosso Mártir”. Muitas pessoas carregavam lanternas venezianas e gritavam vivas à Escola Moderna e morte aos frades.

Uma banda tocava canções como o Hino do TrabalhoA Internacional, e outras. Usaram a palavra: Benjamim Mota, Oreste Ristori, Flor Cyrillo, Passos Cunha, Homem Christo Filho, Leão Aymoré, Bolivar Barbosa e outros. A segurança policial foi reforçada diante das igrejas e dos conventos locais, entretanto, a passeata terminou por volta das 22 horas, na frente da sede da Associação do Livre Pensamento, na rua José Bonifácio, número 17, sem maiores distúrbios.

Curiosidade aleatória

Guy-Manuel de Homem-Christo, bisneto do intelectual e escritor português Homem Christo Filho — que discursou nessa manifestação em memória à Francisco Ferrer (e depois, pelas incoerências da vida, tornou-se amigo pessoal de Mussolini e apoiador de suas ideias) — fez parte da dupla francesa de música eletrônica Daft Punk, que o tio cringe aqui até hoje não escutou, mas, que por pura curiosidade de pesquisador vai procurar conhecer.

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Lua cheia.
Me dá, me dá!
Chora a criança.

Issa

[Uruguai] Montevidéu: Chamado/Incitação para um 1º de Maio nas ruas.

À medida que nos aproximamos desta data tão histórica e transcendental, ao qual a luta revolucionária representa, desde os anarquistas no Uruguai nasce, surge e se questiona o posicionamento do movimento, tanto coletivo como individualmente. Sobretudo tendo em conta e recordando a história de luta que os anarquistas proporcionaram ao movimento obreiro e à luta em geral. Hoje em dia a situação é diferente, não são os mesmos tempos, a sociedade, o estado e o capital sofreram transformações, no entanto há questões que não mudam… e falamos, nada mais nada menos, que de viver na base da exploração, seja da terra ou dos corpos a ideia é a mesma, espremer-nos até a última gota.

A vida no Uruguai não é alheia a essa exploração, o negócio imobiliário, o turismo e o “campo” vão ao pódio (e toda a moeda) ao mesmo tempo em que contribuem para a precarização da vida. Se a todo este coquetel somamos a fraqueza de alguns sindicatos pertencentes à central obreira e os clássicos “tecer e manipular” da política empresarial de turno… o resultado é evidente: paz social – espelhinhos coloridos e muita fumaça. Poderíamos estar muito tempo evidenciando e contando-lhes o “bonito” que se vê o Uruguai desde fora e a realidade do que nos cabe viver por estes lares, mas não é a ideia deste chamado.

Escrevemos isto para alentar e incitar à ação na rua!!! Para que não seja um 1º de Maio, mas, sim um bem pesado e em chamas, ruidoso e revoltoso, que se note nas ruas o descontentamento e a memória dos companheiros caídos. Nossa luta não a marca no calendário, mas as datas nos recordam a importância da luta, nos faz refletir sobre o passado e o presente. Lutamos diariamente por outro mundo… um mundo livre onde a injustiça, a fome e a exploração não exista.

O que estas lendo é uma incitação a seguir conspirando, a juntar-te com teus compas de trabalho, com teus companheiros do bairro ou do liceu e sair às ruas, as formas de agitar e a imaginação não tem limites, a desobediência é encantadora.

VIVA A MEMÓRIA COMBATIVA DOS MÁRTIRES DE CHICAGO
VIVA A LUTA REVOLUCIONÁRIA NAS RUAS!!

Anarquistas de bairro.

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Lua cheia.
Me dá, me dá!
Chora a criança.

Issa

[Grécia] Bomba de improviso explode fora de casa de oficial de alta patente da polícia

As autoridades gregas estavam em alerta na terça-feira (12/04) depois que um dispositivo explosivo improvisado explodiu fora da casa de um alto funcionário da Polícia Helênica (ELAS) no subúrbio de Halandri, no norte de Atenas.

A bomba rudimentar era composta de quatro botijões de gás de camping colados entre si e detonada por algum tipo de fusível.

Ela explodiu por volta das 2h30 da madrugada depois de ser colocada na entrada de um prédio de apartamentos onde reside o vice-diretor da Divisão de Segurança do Estado da ELAS.

A explosão provocou um pequeno incêndio que foi apagado por bombeiros, mas não causou nenhum dano significativo ao prédio ou ferimentos aos residentes.

Uma investigação está em andamento para determinar se a bomba foi concebida como uma mensagem para o oficial da ELAS ou se o edifício pode ter sido visado por um motivo diferente. Até agora nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/04/05/grecia-anarquistas-atacam-apartamento-de-policial/

agência de notícias anarquistas-ana

Num galho seco,
Um corvo pousado.
Tarde de outono.

Bashô

[França] Anarquista Prisioneiro Libre Flot é libertado após 37 dias de greve de fome

O prisioneiro anarquista Libre Flot foi libertado por motivos médicos após 37 dias de greve de fome. Libre Flot foi indiciado por “uma associação criminal que planejou um ataque terrorista” e encarcerado em isolamento preventivo desde dezembro de 2020.

Desde 27 de fevereiro, Libre Flot estava em greve de fome para protestar contra seu regime de detenção na prisão de Bois-d’Arcy em Yvelines. Em 24 de março, diante da degradação de seu estado de saúde, seu isolamento foi suspenso e ele foi transferido da prisão para o Hospital Penitenciário de Fresnes (Val-de-Marne) para receber apoio médico. Apesar desse relaxamento de seu regime de detenção, ele não interrompeu sua greve de fome. Em uma carta intitulada “Por que estou fazendo greve de fome”, Libre Flot exigiu sua “libertação enquanto espera demonstrar o lado calunioso dessa acusação vergonhosa”. Em 27 de fevereiro, ele pesava 63 quilos. No início da semana, eram pouco mais de 45.

Nesta segunda-feira, 4 de abril, data de seu aniversário, camaradas se reuniram em várias cidades francesas para apoiá-lo à distância nesta luta.

Perante o seu estado de saúde que se agrava dia a dia, o juiz de instrução acabou por aceitar o seu pedido de libertação por razões médicas. Na noite de terça-feira, como resultado desta notícia, Libre Flot pôs fim à sua greve de fome. Libre Flot foi transferido, no início da tarde desta quinta-feira, para o Hospital Villejuif (Val-de-Marne). Foi acolhido num serviço especializado em nutrição. Ao final de sua internação, Libre Flot deverá permanecer em liberdade sob pulseira eletrônica acompanhada de rigoroso controle judicial, enquanto aguarda seu julgamento.

Em 8 de dezembro de 2020, a DGSI (Direção de Segurança Interna) procedeu à prisão de nove militantes (rotulados como “ultraesquerda”). Dois são libertados, sem acusações, no final de sua custódia. Os outros sete são indiciados por associação criminosa com vista à prática de atos terroristas. Esta é a primeira vez desde o fiasco do caso Tarnac que a justiça antiterrorista olha para o que chama de “a ultraesquerda”.

Entre os acusados, Libre Flot, um anarquista que lutou contra o Daesh na Síria ao lado das forças curdas do YPG. Como tal, participou da libertação de Raqqa, que na época era a “capital” do estado islâmico.

Em cartas escritas de sua cela, Libre Flot refuta “esta acusação infame e difamatória de associação de criminoso terrorista” e julga que são suas “opiniões políticas” e sua “participação com as forças curdas do YPG na luta contra o Daesh que eles estão tentando criminalizar”.

Em uma longa carta publicada por seu comitê de apoio, Libre Flot descreveu suas condições de detenção e, por vários meses, a degradação de sua saúde física e psíquica. “O cérebro começa a descarrilar. Os problemas de concentração, as dificuldades na construção do pensamento, a perda de marcos temporais, as dores de cabeça, a vertigem, todos esses sintomas foram amplificados e generalizados”, escreve, por exemplo, durante o verão de 2021, descrevendo também “distúrbios visuais, perda de memória e dor aguda no coração”.

Tradução > GTR@Leibowitz__

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agência de notícias anarquistas-ana

Apesar do sol
Ardendo sem compaixão,
O vento de outono.

Bashô

 

[Bielorrússia] Nós e a Guerra

No último mês, você viu que nosso time muito raramente publica informações e as notícias quase não aparecem no site. Isso acontece como uma causa direta dos acontecimentos atuais na Ucrânia. Alguns de nossos camaradas estão envolvidos com a luta contra a invasão Russa de uma forma ou de outra e o foco do nosso coletivo tem sido esse; não a publicação de artigos e perspectivas políticas, mas o uso prático de nossas habilidades contra o “mundo russo”: o mundo russo cuja ditadura bielorrussa representa.

Não lutamos pelo Estado ucraniano, por políticos corruptos, ou por grandes empresas. Nossa luta é primariamente direcionada à proteção do povo contra as atrocidades da ditadura russa. Acreditamos que, neste momento, todo e toda anarquista da Bielorrússia, Ucrânia ou Rússia deveria desempenhar todo o esforço possível para lutar contra o fascismo de Putin, que está marchando por todo o planeta através dos símbolos Z e V.

Isso não significa que você deve se juntar à defesa territorial aqui e agora e se armar, existem muitas tarefas importantes para a existência da resistência. Junte-se à luta – não há posição neutra nesta situação. A luta contra a ditadura de Lukashenko está diretamente relacionada à destruição do regime de Putin.

Nossa luta não é uma batalha por fronteiras deste ou daquele Estado. Não queremos novos presidentes que seriam capazes de resolver todos os nossos problemas. Queremos um mundo no qual as pessoas decidem como viver e como reconstruir seu país e onde sistemas socioeconômicos são construídos de forma que não haja espaço para outros oligarcas ou novos ditadores.

Por um mundo sem guerras, Estado ou capitalismo

Pramen

pramen.io

Tradução > Sky

agência de notícias anarquistas-ana

Oh cruel vendaval!
Um bando de pequenos pardais
agarra-se à relva.

Buson

[Holanda] 6ª Feira Anual do Livro Anarquista em Amsterdã!

Estamos de volta para a 6ª Feira Anual do Livro Anarquista em Amsterdã! A Feira do Livro acontecerá nos dias 29 e 30 de outubro de 2022 no Dokhuis (Plantage Doklaan 8). Será novamente um evento de dois dias de estandes e oficinas de coletivos anarquistas de toda a região. Vai ser ótimo!

Como está ficando claro para todos, vamos enfrentar um ano de dificuldades econômicas, agitação geopolítica, aumento dos preços dos alimentos e das necessidades básicas e turbulência social. Nestas condições, é tão importante – se não mais do que nunca – nos reunirmos para construir alternativas viáveis ao status quo. A feira de livros é uma oportunidade de aprender sobre as lutas políticas perto de casa, na história e em outras partes do globo. Vamos aprender e trabalhar juntos por um mundo sem estados, sem fronteiras, sem ecocídio, sem capitalismo e sem a violência que o torna possível. Afinal de contas, conhecimento é poder! Você está procurando por comunidade, conversas profundas ou indivíduos e coletivos espirituosos? Venha para a Feira Anarquista do Livro de Amsterdã! Você está procurando livros e zines anarquistas? Teremos tudo isso e muito mais: roupas, bottons, editoras, distros, oficinas, palestras e comida vegana! Venha nos conferir!

Mais informações sobre como participar de coletivos, estandes e oficinas, bem como sobre logística para os dias serão compartilhadas em breve! Fique de olho para mais informações!

Quer ajudar? Ainda estamos à procura de pessoas que queiram dar uma força como voluntários durante o evento, também estamos à procura de pessoas ou grupos que queiram gerir um estande e/ou com ideias legais de oficinas. Entusiasmado? Por favor, envie-nos um e-mail!

29 e 30 de outubro de 2022
Plantage Doklaan 8
anarchistbookfairamsterdam@riseup.net
anarchistbookfairamsterdam.blackblogs.org
Instagram: @anarchistbookfairamsterdam
Facebook: Anarchist Bookfair Amsterdam

Tradução > dezorta

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agência de notícias anarquistas-ana

Você se parece
com este galho de acácias
repleto de sóis.

Eolo Yberê Libera