[Espanha] Conta de luz? Basta de saquear a classe trabalhadora #AbajoElTarifazo

A crise econômica desencadeada pela pandemia em 2020 está servindo como um álibi para saquear direta e indiretamente as classes trabalhadoras.

Diretamente através do aumento contínuo dos preços da energia, tais como a luz, o gás ou o combustível e também de alimentos básicos ou produtos de higiene, enquanto os salários são mantidos estagnados e somos solicitados a apertar o cinto.

Indiretamente, o Estado mantém uma pressão fiscal desproporcional sobre a classe trabalhadora, que suporta a grande maioria de suas despesas supérfluas e antissociais – alguns exemplos:

• Ampliações desnecessárias de infraestruturas, tais como aeroportos nas principais capitais.

• Ajuda indiscriminada aos patrões pró-escravidão (modulável como “contrária à lei trabalhista”) como os patrões agrícolas ou de hotelaria.

• Transferências milionárias para multinacionais de energia e telecomunicações desde a UE como fundos next-generation UE.

• A maquinaria militar e repressiva, como a utilizada para deportar ilegalmente e em massa menores para a ditadura marroquina.

Nos próximos meses, os preços de múltiplas mercadorias ameaçam aumentar ainda mais devido a problemas nas cadeias globais de fornecimento. Não vamos ficar parados enquanto as instituições protegem aqueles que lucram com esta situação e enquanto as famílias que trabalham pagam contas cada vez mais altas:

• Exigimos uma verdadeira eliminação das expulsões dos imóveis. Exigimos controles de preços sobre os aluguéis. Não permitimos que os rentistas e especuladores mantenham seus lucros injustos.

• Exigimos a intervenção do Estado para forçar a queda dos preços da energia, a intervenção no mercado de gás e os lucros dos monopólios de transporte e distribuição de eletricidade, como medidas urgentes – enquanto se aguarda uma reforma profunda e socialmente significativa do setor energético.

• Exigimos uma paralisação nos gastos dos fundos europeus de reconstrução, ajuda econômica aos setores afetados pela pandemia e investimentos em infraestrutura a serem alocados ao sistema de saúde e ao sistema público de ciência e pesquisa.

• Exigimos a melhoria da Renda Mínima Vital (IMV) para torná-la o benefício universal que deveria ser, sem os atuais obstáculos burocráticos.

Denunciamos o aumento constante do custo de vida!

Denunciamos a estagnação dos salários!

Denunciamos que o Estado protege os interesses das minorias mais perigosas: grandes empresas e empregadores, rentistas, bancos e monopólios de energia!

Fonte: https://www.cntvalladolid.es/precio-de-la-luz-basta-de-saquear-a-la-clase-trabajadora-abajoeltarifazo/?fbclid=IwAR0FO0a12EUaGP4Se2FhcP0TJI2CEmNolcnIOxfCSxEW6RhL0qz0pb_gbAM

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para medir o calor
do dia, olhe o comprimento
do gato que dorme

James W. Hackett

[Chile] Companheira Claudia, presente no fogo dançante da nossa luta

Este ano comemoramos o tristemente lembrado 11 de setembro, aquele que nos fez cair na noite negra do fascismo e do terrorismo de Estado, do qual, ainda hoje, há vislumbres da influência repressiva daquela festa de sangue que caiu sobre nosso povo.

Este ano, junto com anarquistas da Assembleia Anarquista da Bio Bio, e alguns indivíduos, lembramos com propaganda nas ruas a companheira Claudia Lopez, assassinada em La Pincoya, Santiago, onde ela participava de uma jornada de protesto contra o 25º ano do Golpe de Estado, em 1998.

Hoje, mais do que nunca, a recordamos por sua coragem, sua luta e sua expressão através da arte, para a qual o Centro Social Anarquista Claudia Lopez existiu em Penco por alguns anos, lembrando-a como lutadora e artista.

Hoje não queremos deixar de recordá-la, e nela os milhares de assassinados e torturados pelas forças da ordem do Estado a serviço dos poderosos, empresários e políticos que abriram as portas as bestas que semearam o terror para toda uma geração, e que hoje querem manter esse medo através da prisão e das balas, no entanto, tal como o dissemos em 1998, o dizemos hoje:

NEM AS BALAS NEM A PRISÃO VÃO PARAR A LUTA DO POVO.

Companheira Claudia, presente no fogo dançante da nossa luta.

Solidaridad Obrera seção Bio Bio

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cantam os pássaros
aqui e ali; deito na rede
e começo a roncar

Rafael Noris

[França] Nancy: Assumindo ataque incendiário contra um repetidor 5G

Nem nuclear nem 5G!

Nas colinas da periferia de Nancy, um repetidor 5G foi incendiado no dia 18 de agosto. A frase “Nem nuclear, nem 5G” foi escrita em uma parte da parede que impede o acesso.

Uma resposta, entre outras, contra a obstinação do governo em levar adiante seu projeto de digitalização do mundo a qualquer preço. Este ano também será decisivo para o projeto de enterrar lixo radioativo em Bure, que também está sendo imposto, apesar da oposição local que vem ocorrendo há anos. O nuclear e o 5G são a espinha dorsal de uma indústria mortífera.

Solidariedade para todas as pessoas em julgamento por esta luta!

Corredoras e corredores iluminados

Fonte: https://attaque.noblogs.org/post/2021/08/26/nancy-ni-nuke-ni-5g/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/06/29/franca-manifestacao-selvagem-contra-o-cemiterio-nuclear-de-bure/

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Noites sem cigarras –
qualquer coisa aconteceu
ao universo.

Serban Codrin

[Alemanha] Mais uma vez!

Demonstração do Dia X para Køpi Wagenburg

Mais uma vez nos últimos meses recebemos outro golpe em nossos espaços liberados na cidade: o anunciado título de despejo do Køpi Wagenburg¹.

E mais uma vez assistimos à encenação entre os políticos usuais e empreiteiros inescrupulosos de Berlim, que com os seus processos burgueses não querem que Køpi Wagenburg continue a existir.

A área mais ampla de Køpi tem sido, por décadas, um dos símbolos práticos mais famosos para DIY [faça você mesmo], contra-cultura e auto-organização, não apenas em Berlim, mas também muito além dela. Durante essas décadas, Køpi já recebeu centenas de pessoas que buscam espaços e modos de vida alternativos, coletivos e não comerciais. Køpi é um ponto central da contracultura antagônica da cidade, e tem sediado ao longo dos anos vários eventos – culturais, políticos e próximos – que uniram o movimento radical. A reputação do Køpi vai muito além da cidade, com muitos laços com pessoas de todo o mundo, que estão ligadas ao projeto.

Køpi esteve sob ameaça por longos períodos e inúmeras vezes, mas sempre, junto com os solidários, conseguiu deixar claro para investidores, políticos e mídia uma coisa: Køpi bleibt Risikokapital! Desta vez, o ataque contra o Køpi se materializa com a ameaça de despejar o Køpi Wagenburg. Desde o dia 10 de junho a decisão do tribunal permite que os proprietários despejem a área, joguem dezenas de pessoas nas ruas, destruam sua infraestrutura, suas casas e seu modo de vida coletivo e auto-organizado.

Os partidos políticos, as empresas imobiliárias, as empresas de construção, os tribunais… todos esses órgãos e instituições públicas e privadas se dedicam a um objetivo: ganhar o máximo de dinheiro e poder possível e distribuí-lo apenas entre eles.

Os interesses políticos e econômicos nesta cidade estão agora evidentemente ligados – se não sobrepostos – e Berlim tornou-se agora o terreno para um projeto maior e imparável, que vai além dos únicos despejos dos últimos meses: o desenvolvimento de uma cidade inteligente, totalmente nas mãos da gentrificação, destinadas a start-ups do setor terciário, que encontraram uma nova capital europeia para explorar.

Entendemos este processo de gentrificação como mais um megaprojeto, perfeitamente alinhado com o desenvolvimento extrativista da sociedade capitalista contemporânea, que extrai todos os recursos do território, um processo que envolve grandes interesses privados, nacionais e estrangeiros, do Estado e das finanças em suas diversas articulações para apropriar os recursos dos territórios contra os interesses das comunidades locais e do meio ambiente de que dependem, distorcendo a forma como a sociedade se auto-organiza. O capital hoje extrai e explora recursos naturais, trabalho, dados e culturas; reorganiza a logística das relações entre pessoas, propriedades e bens; explora, por meio das finanças, todas as esferas da vida econômica e social.

E mais uma vez colocaremos nossos corpos nas ruas lutando de todas as formas para detê-lo.

Num futuro próximo, infelizmente, assistiremos a mais um Dia X, numa série que ao longo do ano passado nos viu sair às ruas, ocupar as ruas, construir barricadas e defender os nossos espaços libertados.

E por Køpi Wagenburg faremos isso mais uma vez.

Não vamos ficar parados, não vamos deixar o Poder fechar outro espaço autogerido sem fazer nossas vozes serem ouvidas e nossas ações vistas.

Por isso, pedimos mais uma vez para irem às ruas conosco. Pedimos a todos os camaradas, a todos aqueles que em mais de 30 anos de história estiveram em Køpi, todos aqueles que querem dizer basta sobre este processo especulativo, todos aqueles que simplesmente querem expressar sua raiva naquele dia.

Pedimos que toda a cidade pare de ficar parada, saia de suas casas onde estivemos trancados por meses e comecemos a mudar as coisas.

Sabemos que não somos os únicos que queremos fazer-nos ouvir, sabemos que muita gente está farta de pagar rendas exorbitantes, vendo o custo de vida aumentar, sentindo-se cada vez mais presos a uma política que leva cada vez mais de nós.

Sabemos que a história desta cidade sempre teve um rosto rebelde que luta para respirar e se expressar.

Por isso, convidamos a todos para começar a lutar.

Mais uma vez.

[1] Wagenburg (fortaleza de vagões) é uma formação defensiva usada desde os tempos antigos por nômades e povos errantes com parques de vagões / trailers. Os vagões estão dispostos em forma circular ou quadrada, tendo a mesma função que as paredes de fortalezas ou castelos, para que a população do parque de vagões possa se defender das ameaças externas.

Fonte: https://de.indymedia.org/node/151499

Tradução > Da Vinci

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Reclusão de inverno —
As montanhas de Yoshino
No fundo do coração.

Buson

[EUA] Cooperativa Jackson e o Centro Kuwasi Balagoon de Democracia Econômica e Desenvolvimento Sustentável

A Cooperativa Jackson é um veículo que está surgindo para auxiliar comunidades sustentáveis no seu desenvolvimento, economia, democracia e com as propriedades comunitárias.

Nosso objetivo de longo prazo é desenvolver uma rede cooperativa situada em Jackson, Mississípi, que consistirá em quatro instituições interconectadas e interdependentes: uma federação de cooperativas de trabalhadores locais, uma central de cooperativas, bem como um centro de educação e treinamento, além de um banco ou instituição financeira.

A teoria de mudança básica da Cooperativa Jackson é centralizada no posicionamento de que organizar e empoderar o setor estruturalmente subempregado das classes trabalhadoras, especialmente comunidades negras e latinas, para construir cooperativas de trabalhadores organizados será um catalisador para a democratização da economia e da sociedade como um todo.

A Cooperativa Jackson acredita que podemos substituir o sistema sócio-econômico atual de exploração, exclusão e destruição do ambiente por uma alternativa comprovadamente democrática. Uma construção alternativa baseada em igualdade, cooperação entre os trabalhadores e sustentabilidade para oferecer empregos com salários dignos, reduzir as desigualdades raciais e construir uma riqueza comunitária. É nosso posicionamento e experiência que quando trabalhadores e comunidades marginalizadas e excluídas se unem em organizações democráticas e movimentos sociais, eles se tornam uma força capaz de garantir avanços sociais transformadores.

Kuwasi Balagoon Center

O Kuwasi Balagoon Center é a base coordenadora da Cooperativa Jackson e seus escritórios operacionais e administrativos no geral. Sua principal função é hospedar as várias atividades de desenvolvimento das cooperativas, incluindo orientação comunitária, reuniões para membros em geral, para grupos de trabalhadores, treinamento e compartilhamento de habilidades.

Nós renomeamos o centro em homenagem a Kuwasi Balagoon, que incorpora a visão e o trabalho da Cooperativa Jackson. Balagoon é um anarquista New Afrikan, veterano da guerra no Vietnã, ex-organizador de inquilinos da cidade de Nova Iorque, um homem negro queer, membro do BPPSD (partido do Black Panther para autodefesa) que foi forçado à clandestinidade pela elevada repressão do estado e enquadramento dos membros da BPPSD. Balagoon se tornou membro do Black Libertation Army e viveu uma vida inflexível em cada sentido e forma. Ele foi um cidadão da República da New Afrika e fez tudo que pôde para “Libertar a Terra” e atualizar a visão do coletivo de uma Nação Negra. Ele fugiu da cadeia e da prisão diversas vezes, também libertando camaradas de trás dos muros. O dinheiro expropriado dos bancos foi usado para programas de café da manhã e saúde do Black Panther Party e do Young Lord Party. As pessoas que conheciam Kuwasi dizem que ele nunca escondeu sua sexualidade, em tempos em que ser queer era socialmente inaceitável.

A vida do Baba Kuwasi é a incorporação da estratégia de Construir e Lutas da Cooperativa Jackson, contestando o estado ao mesmo passo em que constrói comunidades sustentáveis que terão a capacidade de determinar nosso intercâmbio de valores, independentemente dos mercados e influências capitalistas.

cooperationjackson.org

Tradução > Calinhs

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silêncio
o passeio das nuvens
e mais nenhum pio

Alonso Alvarez

[Espanha] O anarcossindicalismo recorda Lucio Urtubia – Ruesta 11 de setembro

Em 18 de julho de 2020, um militante libertário de grande estatura, Lucio Urtubia, faleceu após muitos anos de luta contra o fascismo e o capital.

Este teimoso, mas também jovial e amigável anarquista nos visitou na CGT em muitas de nossas Federações Locais ou em Comitês Confederados. Ele também esteve em Ruesta em 2015, aproveitando sua visita à região para assistir à homenagem aos presos do regime de Franco no Alto de Igal.

Muitas pessoas vieram para ouvir Lucio sentado em um banco no terraço do bar em Ruesta.

Por esta razão, para o 11 de setembro a CGT organizará em Ruesta uma homenagem em memória de Lucio por tudo que ele representa em nosso imaginário libertário para a luta contra o sistema.

Reserva de comida e alojamento: 948 39 80 82

Mais informações: cgt@memorialibertaria.org

Queremos, assim como ele gostava, ter debate e discussão, mas também música e alegria. E dessa maneira organizamos este programa das jornadas abertas a todos os filiados e simpatizantes.

Sábado 11 de setembro

Atividades pela manhã, a partir das 10h00

  • Zopilotes Txirriaos, corram para Lucio
  • Apresentação da camiseta da jornada por Colectivo La Ilusión
  • Exibição do documentário “Quién eres tú Lucio?”
  • Assembléia aberta e debate
  • 14h00 Almoço

Atividades à tarde, a partir das 16h00

  • Retrato de Lucio no fronton por Manolito Rastamán
  • Sessões de informação da Plataforma Unitária Contra as Minas de Potasa en la Bal d’Onsella y la Sierra del Perdón e em Defesa do Público
  • 19h00 Concerto
  • La Chula Potra com DJ Kaylf
  • 21h00 Jantar
  • 22h30 Concerto
  • Juanito Piquete y los Solidarios

memorialibertaria.org

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o pardal
foge do frio
no bolso do espantalho

Cláudio Feldman

[Chile] Saiu a edição número 1 do jornal anárquico “Tinta de Fuga”

“Tinta de Fuga”. Jornal anárquico contra as prisões e a sociedade carcerária

N°1: Primeiro semestre de 2021.

Com uma tiragem de 1.000 exemplares e uma distribuição gratuita ou voluntária, esta primeira edição do jornal vem circulando há semanas em diferentes partes do território dominado pelo Estado chileno.

Este jornal retoma a necessidade de voltar ao papel, à divulgação de informações e à reflexão de mão em mão, com uma perspectiva clara e um aprofundamento da questão anti-prisão. Você pode encontrá-lo em diferentes livrarias, feiras ou atividades.

Sedição contra o Estado e suas prisões!

tintadefuga@riseup.net

Nesta edição:

• Editorial

• Breves Intra-prisão…

• A luta anti-prisão como uma praxe anárquica

• Reflexões sobre o conceito de justiça do ponto de vista libertário anti-prisão

• Quem disse que a prisão subversiva não existe mais?

• 50 dias em greve de fome: prisioneiros subversivos e anarquistas

• Sobre a necessária harmonia entre a rua e a prisão

• Redes de solidariedade: Aprimorando compromissos e tecendo cumplicidades

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A lua da montanha
Gentilmente ilumina
O ladrão de flores.

Issa

[Espanha] Comunicado do Comitê Coordenador de Educação da CNT Andaluzia sobre os certificados médicos exigidos pelo Governo Regional da Andaluzia

Por CNT Jerez de la Frontera

Do Comitê Coordenador de Educação e Intervenção Social da Andaluzia e Murcia do sindicato CNT, queremos denunciar a situação de indefensabilidade que sofrem centenas de profissionais da educação, que estão sendo obrigados a assumir seus empregos com certificados emitidos pela administração da Junta, sendo que esta mesma Junta não os está emitindo em tempo hábil. Referimo-nos aos certificados médicos que os professores temporários devem apresentar para poderem ingressar em seus locais de trabalho.

Fazemos eco da situação dos companheiros que estão pedindo consultas no sistema de saúde pública e que foram agendados para a emissão desses certificados dentro de quinze dias. O problema com os certificados é que o Ministério Regional está pedindo aos médicos de cuidados primários que emitam certificados de competência profissional e isso NÃO é função deles, nem estão preparados para fazer isso. O procedimento, além de ser arbitrário (às vezes é solicitado e às vezes não é) é absurdo e vazio de conteúdo. Pedimos que este requisito seja suspenso e que, se o Conselho tiver um interesse honesto na aptidão de seus novos trabalhadores, estabeleça uma linha de profissionais dedicados a realizar exames médicos e estabeleça um protocolo.

As declarações grandiloquentes dos conselheiros da Junta continuam a chocar com a dura realidade dos serviços públicos com excelentes profissionais que sofrem há anos a precariedade dos governos PSOE e atualmente a precariedade e as tentativas de privatização flagrantes do PP. No início do ano escolar marcado pela persistência da pandemia, pelo “Icetazo” e pelo fechamento das linhas de educação pública em favor da educação privada, queremos levantar nossas vozes para denunciar o que é claramente mais uma falta de respeito para com os funcionários da educação pública, colocando nossos companheiros que fizeram tantos sacrifícios neste último ano da pandemia em uma situação de indefensabilidade diante da arbitrariedade da administração da Junta.

Portanto, exigimos, que como empregador, o Conselho de Educação garanta a obtenção deste documento, que é obrigatório, evitando a situação de total indefensabilidade contra a arbitrariedade da administração que nossos camaradas estão enfrentando. Até que a administração regulamente como obter esta exigência, recomendamos o uso de um modelo de declaração responsável (você pode solicitá-lo por e-mail para jerez@cnt.es).

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/comunicado-de-la-coordinadora-de-ensenanza-de-cnt-andalucia-acerca-de-los-certificados-medicos-exigidos-por-la-junta/

Tradução > Liberto

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no contorno do gato
um ponto negro no dorso
dorme –

Krzysztof Karwowski

[Fortaleza-CE] Comunidade do Viaduto da Base Aérea se organiza com a Terra Liberta/FOB para reivindicar seu direito à moradia digna

Embaixo do viaduto da BR-116 em Fortaleza-CE, ao lado da Avenida Borges de Melo, 58 famílias residem com seus barracos entre o barulho das rodovias, a falta do acesso à água, a insegurança e tantos outros sintomas de viver em uma cidade onde o lucrar com a terra impera sobre a vida do povo. A pandemia piora ainda mais esta situação com o aumento do desemprego e do preço dos aluguéis. As famílias mais velhas têm 2 anos na comunidade, mas uma grande quantidade de famílias está entre 1 ano que reside lá, indicando uma relação causal com o agravamento da pandemia, relação que as próprias famílias afirmam. Uma situação bastante semelhante com outras ocupações na cidade de Fortaleza.

A Organização Popular Terra Liberta, filiada à FOB, iniciou um trabalho no território com o Sopão Noiz por Noiz neste segundo semestre. Dialogando com as famílias, construiu-se uma assembleia da comunidade para o dia 5 de setembro de 2021. Neste dia, as famílias decidiram iniciar uma jornada de lutas, juntas à Terra Liberta, para reivindicar sua moradia. Entendo que o aluguel social, ou qualquer outro auxílio temporário, não é a solução para quem não tem casa. A solução é a casa própria, digna, como é de direito a todo ser humano neste mundo.

Como encaminhamentos desta primeira e importantíssima assembleia, foi tirada a criação de uma rede social para divulgar a luta da comunidade: @lutacdvba , no instagram. Também foi tirado o encaminhamento de convidar os veículos jornalísticos para se fazerem presente no dia 12/09 às 17h na comunidade para que sejam ouvidas as famílias que a tanto tempo foram invisibilizadas.

A Terra Liberta é uma Organização Popular que luta pelo direito à terra para povo pobre, trabalhador, no campo e na cidade. Caminha para a soberania alimentar, a autodeterminação dos povos, a alegria e a utopia de um mundo sem as cercas da servidão.

agência de notícias anarquistas-ana

Todos dormem.
Eu nado na noite que
entra pela janela.

Robert Melançon

[EUA] Anunciamos um novo centro político em Rockford, Illinois.

Estamos felizes em anunciar nosso novo centro político em Rockford, Illinois. A missão da Rust Belt Rising é espalhar ideias e práticas de tradições autônomas e revolucionárias, assim como informações anarquistas. Essa organização é formada por pessoas negras, pardas e indígenas em resistência ao Estado e ao colonialismo. Nos inspiramos no trabalho de Martin Sostre e a sua livraria afro-asiática em Buffalo, Nova Iorque, no partido dos Panteras Negras de Rockford e em outros episódios radicais na nossa história. Queremos criar um anarquismo que tenha como tema central processos decoloniais, abolicionismo e ecologia radical. A Rust Belt Rising pretende ser um espaço de organização para movimentos anti-coloniais, abolicionistas, anarquistas e revolucionários em Rockford e nos arredores.

Nós queremos que qualquer pessoa na comunidade que compartilhe da nossa visão nos ajude a construir o espaço. No momento, estamos recebendo o Earthseed Afternoons todo sábado das 12h às 16h. A Earthseed Afternoons é um espaço livre à comunidade para aprender sobre abolicionismo e anarquismos e é aberto para que as pessoas possam navegar pela nossa biblioteca, pegar alguns zines e usar as dependências do espaço.

Nós também planejamos fazer exibições de filmes, abrigar grupos educacionais, reuniões de grupos radicais, receber palestrantes e outros tipos de eventos comunitários no futuro. Nosso evento de abertura será no dia 18 de setembro, das 12h às 18h e teremos mais informações em breve. Também teremos duas exibições do documentário “Touch The Sky” nos dias 27 de agosto e 3 de setembro, às 19h.

Ainda estamos construindo a nossa biblioteca e se você quiser nos enviar livros, cartazes, zines ou qualquer coisa para o nosso espaço, sinta-se livre para nos enviar um e-mail e entrar em contato. Se você quer promover um evento ou conhecer o lugar, nos envie um email. Se você quer nosso endereço, mande um email!

Nosso email: rustbeltrising@protonmail.com

Tradução > Calinhs

agência de notícias anarquistas-ana

O gari folheia
o livro de poesias—
Voa passarinho!

Regina Ragazzi

[França] Editorial: Libertariano ou libertário?

Diante da quarta onda de Covid, o governo apareceu com o passe sanitário. Não há nada como o autoritarismo para exacerbar a desconfiança e a relutância.

A medida provocou manifestações de protesto que foram, no mínimo, heterogêneas. Com, além do “não” ao passe sanitário, discursos nos extremos opostos do espectro, desde pró-vacinação até anti-vax, sem mencionar o lixo conspiratório e antissemita que floresceu aqui e ali. A extrema direita, por outro lado, desfilou com um cavalo de batalha (cartazes): “liberdade vacinal”. Enquanto aspiram a um Estado autoritário, os fascistas se apresentam como defensores das liberdades individuais, até mesmo das liberdades públicas!

 Esta impostura não pode ser varrida para debaixo do tapete sem esclarecer uma confusão muito prejudicial em torno do conceito de “liberdade”. Estabelecer a liberdade individual como um valor absoluto, desafiando a sociedade, é uma concepção libertariana (mais no sentido anarco-capitalista), ou seja, egoísta e liberal. Não tem nada a ver com a concepção libertária (anarquista) que é nossa e que, por ser comunista, afirma muito claramente que na sociedade pode haver necessidades sociais que ultrapassam a liberdade individual. Neste caso, a contenção de uma pandemia cuja natureza exponencial pode saturar brutalmente o sistema de saúde, e que já causou 114.000 mortes somente na França.

 Ao defender claramente a vacinação geral, com incentivos e medidas não autoritárias, o movimento social afirmaria sua própria voz, contra a postura libertariana dos fascistas e a postura falsamente solidária de Macron [presidente da França].

 União Comunista Libertária (UCL)

25 de agosto de 2021

 Fonte: https://www.unioncommunistelibertaire.org/?Edito-Libertarien-ou-libertaire

 Tradução > Liberto

 agência de notícias anarquistas-ana

Meu pai também
Viu estas montanhas —
Reclusão de inverno.

Issa

[Uruguai] Apresentação do site do Grupo Anarquista Anti-Prisão

A destruição das prisões é a destruição dos valores deste mundo autoritário.

Sabemos que o caminho para um mundo sem prisões, sem autoridade, requer muita reflexão e ação.

Refletir sobre como resolver nossos problemas de hoje e de amanhã desde uma perspectiva anárquica, sem cair em lógicas autoritárias e transformando-as em ação nas diferentes esferas em que habitamos, é todo um desafio.

Nos encontramos em um momento em que a narrativa do medo, do ódio e da segregação são muitas vezes as chaves para resolver conflitos, e devemos fazer frente a tudo isso com clareza e firmeza. Questionar a prisão, seus objetivos, aqueles que a apoiam e a implementam nos parece ser um primeiro passo importante para nos afastarmos de sua lógica punitivista e assim pensarmos em outras formas de cuidados na comunidade.

É por isso que convidamos todos aqueles que estão interessados em refletir, contribuir e agir para um mundo sem autoridade a ler, divulgar e intercambiar em nosso blog em gestação. Ao longo do caminho estaremos publicando e intercambiando todo tipo de material anti-prisão, seja ele informativo, leituras e reflexões para o debate, bem como material relacionado a diferentes lutas que acontecem dentro e fora das prisões.

anarquistasanticarcelarixs.wordpress.com

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Não esqueças nunca
o gosto solitário
do orvalho

Matsuo Bashô

Live de lançamento da Revista do Centro de Cultura Social que homenageia Piotr Kropotkin

Sábado, dia 11 de setembro, às 19h, transmitiremos ao vivo um encontro digital para celebrar o lançamento da Revista do Centro de Cultura Social que homenageia Piotr Kropotkin. Com mediação de Cibele Troyano, que contribuiu para a revista com uma resenha sobre a autobiografia de Kropotkin “Memórias de um revolucionário – Em torno de uma vida“, publicada pelo Centro de Cultura Social, contaremos com a presença dos companheiros João Gabriel da Costa, que escreveu o artigo “O legado do Apoio Mútuo para uma concepção perigosa da natureza“, sobre o conceito de Apoio Mútuo à luz da biologia contemporânea; Peterson Roberto da Silva, que discute a relação entre apoio mútuo e liberdade em seu artigo “Apoio Mútuo para a Liberdade” e também nos brinda com a tradução de um artigo da pesquisadora inglesa Ruth Kinna, escrito especialmente para a revista: “Piotr Kropotkin, Bem Estar para Todos e Todas“; e Renato Mendes, que escreveu “A conquista da arte – Para uma vida além do pão“, um artigo sobre a relação entre Arte e Anarquismo, segundo a visão de Kropotkin.

>> Link para acesso a versão online da revista:

http://ccssp.com.br/portal/index.php/notas/131-lancamento-revista-do-ccs-especial-kropotkin

>> Canal do CCS no YouTube:

www.youtube.com/centrodeculturasocial

FB: https://www.facebook.com/events/368925941438632/?ref=newsfeed

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/08/30/revista-do-centro-de-cultura-social-especial-kropotkin/

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a lua aparece
entre nuvem e outra
o brilho é igual

Eder Fogaça

[França] Um coronel violento em Kanaky, uma nova afronta às feministas

Um coronel da gendarmeria [força policial] de Kanaky nomeado apesar de uma história de violência doméstica. Outra negação inaceitável dos direitos da mulher.

Uma investigação da Médiapart revelou na quarta-feira 18 de agosto que o coronel da gendarmeria de Kanaky nomeado em maio de 2021 havia sido condenado por violência doméstica em 2018. Durante seu julgamento no Tribunal de Apelação em maio de 2021, onde sua sentença de prisão suspensa foi comutada em multa, ele admitiu a violência e sua responsabilidade. No entanto, mesmo assim o coronel foi nomeado após sua condenação em primeira instância.

Esta realidade não é nova. Deve-se notar que 9,5% das chamadas para o 3919 (a linha direta de violência doméstica) são feitas por esposas e ex-mulheres de policiais. Entretanto, a decisão de nomear um comandante de gendarmeria (o oficial mais graduado de Kanaky) mostra um desrespeito pela questão da violência contra as mulheres, apesar de ser uma das principais causas do mandato de cinco anos. É assim que o Estado pretende fortalecer a confiança na apresentação de uma queixa e no combate ao feminicídio?

A UCL exige imediatamente a demissão do Coronel Eric Steiger de suas funções como comandante da gendarmeria Kanaky. Nós estamos e estaremos na luta contra a violência contra as mulheres e por um apoio às vítimas digno desse nome.

União Comunista Libertária (UCL)

19 de agosto de 2021.

Fonte: https://www.unioncommunistelibertaire.org/?Colonel-violent-en-Kanaky-un-nouvel-affront-aux-feministesa

Tradução > Liberto

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A chama da vela
Imóvel, arredondada —
Reclusão de inverno.

Yaha

II Chamada Para Oficinas/Rodas de Conversa e Banca de Materiais | Feira Anarquista Feminista de Porto Alegre (RS)

Saudações Anárkicas!

Estão abertas novamente as inscrições para oficinas, rodas de conversa, bancas de materiais e produções para a I Feira Anarquista Feminista de Porto Alegre, que ocorrerá nos dois primeiros finais de semana de dezembro (04 e 05/12 – presencial) e (11 e 12/12 – virtual).

Consideramos necessário que o evento seja inclusivo para crianças, e, por isso, fazemos uma chamada especial para quem quiser propor atividades infantis, tendo em vista que ainda não recebemos iniciativas nesse sentido até o momento.

Lembrando que, entre coletivos e individualidades na organização, decidimos fazer dois momentos: um final de semana via internet (11/12 de dezembro de 2021) e um final de semana presencial (4/5 de dezembro de 2021), com medidas de cuidado mútuo coletivo. Assim, as propostas podem ser realizadas em qualquer modalidade, ou, inclusive, em ambas.

Ressaltamos, mais uma vez, a importância dos encontros e trocas compartilhadas, principalmente que convergem com o ideal anarcofeminista, e que não podemos deixar de habitar os espaços, menos ainda no momento pandêmico em que vivemos.

Além disso, aproveitamos a chamada para comunicar que estamos com a demanda de um gerador de energia para a estrutura do evento. Caso tenha um disponível, por favor entrar em contato com fafpoa@riseup.net.

Para inscrever uma atividade ou sua banca (exceto homens cis), preencha o formulário no link: https://fafpoa.limesurvey.net/536681?newtest=Y&lang=pt-BR. Entraremos em contato para acertar os detalhes.

Esta chamada é a última para a composição da programação, e ficará aberta entre 20/08 até 20/09.

O fato é que não há como esperar dos opressores um movimento gratuito de generosidade” – Simone de Beauvoir, escritos de “Um segundo sexo”

feiraanarquistafeminista.noblogs.org

agência de notícias anarquistas-ana

gotas de orvalho
cobrem a borboleta
camuflagem de prata

Sérvio Lima

 

Combatendo católicos, fascismo e católicos fascistas – Uma entrevista com a Federação Anarquista da Polônia

Nessa edição da nossa série ‘Planos para um futuro anarquista’, tivemos o prazer de conversar com a Federação Anarquista (FA) polonesa, que está fazendo um trabalho incrível federando várias agrupações anarquistas na chamada Polônia. Nessa entrevista, eles nos contaram o que têm organizado, as atividades locais, e como é lutar contra fascistas e católicos que tentam atrasar o direito das pessoas no país. Você pode encontrá-los no twitter (twitter.com/PolishAnarchy), e no seu website (federacja-anarchistyczna.pl/).

Que papel pretendem cumprir no movimento anarquista?

Estamos sediados localmente na cidade de Wroclaw, mas procuramos contatos e fazemos propaganda em cidades menores à nossa volta.

Queremos contribuir em nível local e global com nossas experiências e ideias para todas as batalhas que estamos passando atualmente.

Como estamos trabalhando dentro da nossa comunidade, estamos tentando radicalizar a esquerda lda nossa cidade em direção a ideias e práticas anarquistas e ajudar outros grupos libertários da cidade, posto que alguns deles podem não ter tanta experiência. Em razão disso, criamos o KWW (Confederação Livre de Wroclaw) a fim de criar um sistema de colaboração mútua.

Outro ponto que estamos trabalhando é referente à troca de ideias com outros grupos dentro do território Polonês e fora dele.

Como funciona? Estão organizados horizontalmente? Quem toma as decisões?

Trabalhamos de forma horizontal em reuniões semanais. Temos algumas funções que são sempre revisadas coletivamente e modificadas ao decorrer do tempo.

Como federação, como os seus variados grupos se federam e como vocês encorajam a autonomia e autogestão de cada um?

Como somos duas federações, temos duas formas de lidar com isso que são mais ou menos parecidas.

Na KWW (Confederação Livre de Wroclaw), cada grupo é autônomo, e nós ficamos na cidade e arredores. Cada grupo envia um agente com mandato apenas para pôr em comum as decisões do grupo e confirmar os acordos.

Na Federação Anarquista (FA), cada grupo tem duas ações diárias, como somos autônomos e a realidade em cada cidade é muito diferente, então as frentes de cada grupo podem variar.

Na verdade, temos duas reuniões por ano em que cada grupo envia um de seus membros. Como cada membro traz consigo os pontos levantados em debate de seu coletivo, não podem dizer suas opiniões pessoais nas grandes reuniões, que é onde põem em comum a opinião dos grupos e confirmam os acordos feitos anteriormente.

Temos diferentes grupos e contatos, mas infelizmente como os contatos são uma ou duas pessoas, eles não têm lugar de “voto” nas decisões como ainda não participam de grupos. Mas eles podem expressar suas opiniões para o resto da federação.

Eles também têm que criar com outras federações um “Gabinete”, que é um grupo de comunicadores, um de cada grupo.

Agora estamos trabalhando na criação da Zielona Fala, que são grupos da Federação Anarquista mais concentrados na frente ecológica.

Como vocês abordam a colaboração com outros grupos anarquistas dentro e fora da Polônia?

De dentro, como mencionamos, tentamos ter bom contato com o resto dos grupos, mas infelizmente fora do território denominado Polônia não temos tantos contatos com outros grupos – o que é algo que com certeza gostaríamos de mudar.

Como vocês interagem com as comunidades locais?

Agora via KWW, muitos dos nossos militantes estão em frentes diferentes. Por exemplo, temos um grupo de ‘Comida Sim, Bombas Não’ onde tentamos ajudar todos que estão precisando de comida ou roupas.

No grupo Akcja Lokatorska, estamos nos organizando contra despejos. Com a união do ZSP [organização anarcossindicalista] também fazemos propaganda e luta em nossos espaços de trabalho.

Como FA agora estamos mais concentrados nos atos Pró-Aborto, já que o governo nacional católico na chamada Polônia baniu o aborto.

Estamos produzindo propaganda, organizando atos e bloqueios, e espalhando conteúdo pela internet.

Que problemas vocês enfrentam na Polônia, e como têm lidado com esses problemas?

Nazis. Temos que nos defender então temos que aprender artes marciais e cuidar uns dos outros a todo o momento. Podem ocorrer ataques, como já ocorreu nas últimas manifestações.

Como a sociedade polonesa é mais para a direita, as pessoas estão começando a perder o objetivo das últimas manifestações e protestando somente contra o partido que está no poder, então estamos tentando lembrar a todos o objetivo maior pelo qual estamos lutando.

A Igreja Católica é um inimigo muito maior, pois não só estão governando o país como estão financiando organizações fascistas, então estamos direcionando a propaganda para esse lado também.

O que vocês diriam que é a sua maior vitória como organização?

Fomos convidados a algumas plataformas para falar sobre gentrificação e urbanização em decorrência da nossa luta contra o aumento da especulação imobiliária e o processo de gentrificação.

Fomos também os primeiros a propor e movimentar a confederação em nossa cidade e agora somos doze grupos trabalhando em conjunto, lutando em várias frentes e em apoio mútuo.

Nos últimos anos em decorrência da propaganda da Federação muitas pessoas começaram a militar no nosso grupo. Isso também abriu novos grupos que conduziram à abertura de duas frentes na nossa cidade depois de muito tempo sem uma e a um desenvolvimento progressivo do nosso movimento na cidade.

Como tem sido a luta contra o governo local e o Estado nacional?

Temos uma campanha para tornar o transporte público gratuito, uma vez que há muitas cidades na Polônia onde ele é gratuito, e aqui a tarifa só está aumentando mais e mais. Essa é uma frente interessante em longo prazo. Recentemente as autoridades responderam a uma carta que enviamos.

Também viemos tendo momentos turbulentos com o nosso presidente da câmara-youtuber, depois de ele ter enviado um grupo de bandidos despejar um de nossos espaços [okupação].

Quão importante é a cultura da segurança para vocês e como ajudam a fomentar isso?

É essencial para nós, como você pode compreender, sobretudo por conta dos fascistas.

Se tivessem algum conselho para dar para alguém que quisesse criar uma organização como a de vocês, qual seria?

Apenas comece, é o mais importante. Se você tem pessoas ou grupos ao seu redor peça por ajuda para fazer propaganda e assim em diante… Mas começar é o mais importante.

Também não concentre sua propaganda em um só lugar. A internet é um lugar bastante interessante para disseminar propaganda, mas a propaganda nas ruas é muito mais importante. Se eduque porque as ideias são essenciais para um movimento.

Arrisque à medida que situações inesperadas ocorrem na nossa sociedade, e temos que estar mais ou menos preparados para manter nossa vantagem nessa luta contra o sistema.

Tem mais alguma coisa que gostariam de dizer?

Sim, se alguém ou algum grupo quiser nos contatar, por favor se sinta livre para fazê-lo. Estaremos mais do que felizes em falar com vocês. Realmente pensamos que temos falta de contato de fora e existe a necessidade de trazer para cá alguns debates que talvez não estejamos tendo agora mas podem ser importantes no futuro.

E, finalmente, gostaríamos de agradecer muito a entrevista e a todos que fizeram os outros grupos como são, pois são muito interessantes. Agradecemos também o trabalho que fazem aqui.

Fonte: https://www.thecommoner.org.uk/fighting-catholics-fash-and-catholic-fash-an-interview-with-the-polish-anarchist-federation/

Tradução > Mari

agência de notícias anarquistas-ana

Engoli migalhas
jogadas ao vento,
deixadas pelas gaivotas.

Rogério Viana