Vídeo “Kropotkin, Uma visão feminina” será apresentado no projeto Meninos e Meninas de Rua, em São Bernardo do Campo (SP)

O Centro de Cultura Social estará apresentando o vídeo “KROPOTKIN, Uma visão feminina”, quarta-feira, 24 de novembro, no projeto Meninos e Meninas de Rua, Av Jurubatuba, 1610, Centro, São Bernardo do Campo (SP).

O Projeto Meninos e Meninas de Rua vem sofrendo reiteradas ações arbitrarias de despejo da Prefeitura de São Bernardo do Campo. O PMMR atual OCUPA PMMR presta importante trabalho na defesa dos direitos de crianças e adolescentes e suas famílias em condições de vulnerabilidade social. Desenvolve uma variedade de atividades nas áreas culturais, educacionais, além de apoiar materialmente as famílias com doação de alimentos, higiene e outros.

Em 2020, ano de eleições municipais, após contato do Projeto, em reunião a Prefeitura se comprometeu a estabelecer diálogo para regularização do uso e manutenção do equipamento que tradicionalmente presta atendimento à comunidade. Entretanto, após a reeleição do prefeito, mais nenhum movimento foi feito por parte do poder público – até a emissão de nova ordem de desocupação.

Convidamos todos e todas para participar das ações contra o despejo do PMMR.

Acessar as redes sociais e compartilhar os materiais que estão sendo divulgados:

https://www.facebook.com/pmmrua

http://www.pmmr.org.br/

#oprojetofica

agência de notícias anarquistas-ana

Milhares de filhotes
Na maré de primavera —
Também borboletas!

Sonia Regina Rocha Rodrigues

[Itália] Milão: Ataque incendiário aos carros do Grupo SKP

Serviço antipirataria, escoltas VIP, instalação de dispositivos de vigilância, atividades de consultoria de segurança, etc. Este é o prestigioso curriculum vitae, diretamente disponível no site, da empresa de segurança privada do grupo SKP.

É uma dessas empresas privadas que agora assumiu o papel de um verdadeiro e adequado corpo policial e paramilitar, capaz de apoiar as forças armadas tradicionais. Pessoal altamente qualificado, treinado militarmente e tecnicamente equipado são a garantia dos serviços e habilidades que esta empresa oferece aos poderosos.

Por todas estas razões, alguns veículos SKP foram incendiados durante a noite de 27-28 de outubro. Provavelmente acostumados a trabalhar sem perturbações, costumavam deixar seus carros sem vigilância em frente à sede, localizada na Via Ripamonti, em Milão. Um erro pelo qual eles pagaram caro.

O tempo das palavras e da hesitação deve chegar ao fim.

Agindo para colocar nossas cabeças de volta no caminho certo.

Atuando para relançar a ofensiva anarquista.

Sem tréguas.

A guerrilha não para.

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

de tantos instantes
para mim lembrança
as flores de cerejeira.

Matsuo Bashô

Na Mídia da Nova Idade Média

Diz-se que o advento das ciências da Idade Moderna teria desempenhado um papel de promoção da superação de preconceitos e costumes arcaicos arraigados nas estruturas das sociedades ocidentais, tais como, p.ex., as velhas divisões sociais em grupos humanos considerados superiores e inferiores a partir da sua própria condição biológica (tal como o caso das divisões entre brancos e negros, em sociedades escravagistas do período colonialista do capitalismo).

Em que pese o caráter controverso desta afirmação, posto que a ciência dominante frequentemente esteve a serviço dos interesses dos grupos detentores do poder em todas as sociedades hierárquicas, tal como foi o caso das primeiras teorizações antropológicas que classificaram como sociedades “primitivas” as formas de organizações sociais indígenas dos continentes africano, asiático e das Américas, colocando-as assim (junto com os originários grupos humanos que as constituem) em uma pretensa posição de inferioridade em relação às sociedades europeias ditas “modernas” (e aos originários grupos humanos que as constituem), admite-se em geral que a evolução das ciências biológicas, p.ex. (após capítulos da sua história como o das teses de Lombroso, que associou características similares às de raças negroides a supostas tendências naturais para a violência) permitiram estabelecer uma base substancial de dados que apontam para uma constituição comum dos seres humanos, enquanto espécie, apesar da sua diversidade de manifestações “fenotípicas”. Neste sentido, também a Antropologia evoluiu, substituindo a classificação de sociedades “primitivas” pela de sociedades tradicionais, retirando assim a pecha de “atrasadas” daquelas formas de organizações sociais que, de fato, são apenas diferentes (fundadas sobre tradições ancestrais) das chamadas sociedades modernas, e não “inferiores” a estas. Todas estas evoluções de concepções estando, “coincidentemente”, em consonância temporal com o processo de expansão da forma industrial do capitalismo que, ao invés de trabalhadores escravizados (para o que as justificativas “científicas” da suposta “inferioridade” dos grupos humanos colonizados “caía como uma luva”) começava a demandar a constituição de um exército de trabalhadores supostamente “livres” (menos onerosos que os antigos escravos, posto que os proprietários agora não precisavam arcar com todos os custos de manutenção da propriedade dos próprios corpos dos trabalhadores, mas apenas pagar-lhes um salário mínimo que lhes possibilite adquirir um mínimo de ração para recuperar as energias para retomar o trabalho no dia seguinte).

Porém, agora, vivemos um momento histórico em que o uso das ciências por parte dos grupos dominantes (uso este que, obviamente, não desapareceu das práticas das sociedades hierarquizadas), ao invés de colaborar com esse papel de promoção da superação de preconceitos, está atuando no sentido da geração, difusão e consolidação de um preconceito de novo tipo, relacionado a um dado biossocial, qual seja, o da escolha individual pelo uso ou não de um fármaco experimental, as vacinas: nomeadamente, trata-se aqui do estabelecimento das distinções entre pessoas vacinadas e não vacinadas, que estão se estabelecendo como classes sociais distintas as quais, dependendo do pertencimento a uma ou outra destas classes, cada vez mais, faculta-se ou interdita-se o acesso a bens e serviços, chegando-se até mesmo a regular o acesso à própria sobrevivência material (o acesso ao trabalho), de acordo com o pertencimento a uma ou outra destas novas classificações sócio biológicas que estão começando a se configurar no admirável mundo do “novo normal”.

E a coisa não para por aí: tanto pela grande mídia corporativa como pelas redes sociais já se vê sinais de emergência de uma cultura do que se poderia classificar inequivocamente como sendo de um “discurso de ódio” contra as pessoas não vacinadas, como evidencia, p.ex., o termo “pandemia de não vacinadas”, propalado a torto e a direito pela grande mídia para se referir às novas ondas de contágio e mortes que assolam os países mais vacinados do mundo agora.

Por isto que, em uma visada retrospectiva da trajetória descrita pelo papel das ciências nas sociedades modernas, podemos apontar aqui um momento de clara regressão da sua aparente evolução num sentido de promoção de uma progressiva “humanização” das sociedades, para um sentido de reinvenção biotecnológica de arcaicas distinções sociais entre grupos humanos pretensamente “superiores” e grupos supostamente “inferiores”. A esse respeito, é bastante elucidativo destacar que nas redes sociais já circulam memes caracterizando as pessoas não vacinadas como sendo “doentes”, “loucas”, assim como o fato de que já se verifica no cotidiano cada vez mais relatos de casos de pessoas não vacinadas que estão sendo excluídas de momentos de encontros sociais com grupos de seus próprios familiares.

Visto que, como foi dito acima, a “virada humanizatoria” da ciência no sentido de descartar velhas teses racistas para assumir concepções antipreconceituosas se deu em conformidade com o processo de ascensão de um novo tipo de capitalismo (à época), qual seja, o capitalismo industrial, que demandava uma estrutura sócio-político-econômica pretensamente “livre”, pode-se questionar: seria possível que essa aparente regressão da evolução “humanizatoria” da ciência que se verifica neste momento esteja se dando em consonância com as necessidades de algum novo tipo de capitalismo em emergência agora? Talvez, quem sabe: um capitalismo de biogovernança (ou seja, um capitalismo de dominação e exploração sobre a própria biologia das populações humanas).

Ainda no Séc. XIX, momento histórico de grande impulso e de grande otimismo no que concerne ao advento das ciências e técnicas modernas, um grande revolucionário e pensador social russo declarou: “um governo da ciência seria mais temível que um governo de sacerdotes, porque estes ao menos temem uma força superior a eles.”

E a história tem demonstrado que este pensador parece ter sido realmente muito clarividente em todas as suas teses.

Vantiê Clínio Carvalho de Oliveira

agência de notícias anarquistas-ana

Abriu-se a papoula
E ao vento do mesmo dia
Ela veio ao chão.

Shiki

 

[Bielorrússia] Mikola Dziadok foi condenado a 5 anos de prisão

Em 10 de novembro, no Tribunal da Cidade de Minsk, foi anunciada uma sentença no caso do anarquista Mikola Dziadok.

Dziadok foi acusado de participação em “desordens em massa” (artigo 342 do Código Penal), atividades ilegais envolvendo substâncias inflamáveis (artigo 295-3) e convocação para ações destinadas a comprometer a segurança nacional (artigo 361). Na verdade, Dziadok foi acusado de participação na manifestação pacífica em 23 de agosto de 2020 em Minsk e nas convocações, divulgadas por meio de seus blogs amplamente lidos, para participar de protestos. Garrafas contendo combustível (sem pavio, portanto não eram coquetéis molotov) foram colocadas em seu apartamento pela polícia.

Mikola rejeitou as acusações contra ele e chamou o caso de “perseguição por minhas opiniões e pelo meu desejo de dizer a verdade”.

O procurador Anton Tiumencev exigiu a condenação de Dziadok a 5 anos numa colônia penal de regime geral, bem como a indenização dos ‘danos’ causados pelos ‘bloqueios de estradas’ (a manifestação foi enorme, então seus participantes não ficaram apenas nas calçadas, mas também na área de tráfego da estrada).

A juíza Anastasia Popko condenou Dziadok a 5 anos de prisão. Mikola também terá que cobrir as despesas judiciais. Seu laptop será confiscado como uma ‘ferramenta do crime’. Cada dia da pena de Mikola em custódia será recontado como um dia e meio em uma colônia (como ele havia passado um ano sob custódia antes da sentença judicial, seu mandato geral ficaria seis meses mais curto).

Anteriormente, durante a audiência no tribunal em 3 de novembro, Mikola fez uma declaração conclusiva:

“Todos os participantes do processo que são formados em direito veem e entendem o que está acontecendo. Quero agradecer aos meus parentes, amigos, camaradas anarquistas, jornalistas, defensores dos direitos humanos, todas as pessoas que não são indiferentes, todos aqueles que valorizam o meu trabalho, pelo apoio durante o ano passado, inclusive financeiro. É muito importante para mim.

Aos que participam da organização deste processo, bem como de outras repressões políticas em meu país, gostaria de dizer: não tenham ilusões! Nenhum documento escrito por vocês, nenhum terror impedirá a libertação humana e o progresso. Não obstante, nós venceremos!”

Fonte: https://abc-belarus.org/?p=14467&lang=en

Tradução > Amós Rocha

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/07/15/atualizacao-da-situacao-das-repressoes-na-bielorrussia-em-junho-de-2021/

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O vaga-lume à noite
acende sua luz.
Pisca-pisca.

Aprendiz

[Itália] Solidariedade aos companheiros investigados na “Operação Sibilla”

É por isso que a única ideia inominável, na era da ditadura das opiniões, é a ideia anarquista. Não estamos caminhando para um giro totalitário. Mas isto não deve sugerir que subestimemos o que está acontecendo. Estamos caminhando para uma era de especificidade repressiva: o Estado se esforçará muito menos do que um Estado fascista que queria controlar toda a sociedade. Aqueles contra os quais a reação será desencadeada, terão a violência do poder totalmente concentrada neles. Isto não é melhor. É diferente, comparado ao fascismo. Para nós, talvez pior“. Vetriolo, número 3

Como Inferno Urbano expresso minha total solidariedade e cumplicidade com os companheiros e companheiras que na noite de 11/11/2021, enquanto [as autoridades] encenavam uma nova operação repressiva, desta vez chamada Sibilla, foram revistados, investigados e submetidos a medidas cautelares e restritivas pelos crimes de associação subversiva para fins de terrorismo (270bis), instigação para cometer um crime e subversão da ordem democrática.

No clima repressivo cada vez mais feroz das últimas décadas (agora mais do que nunca), isolando aqueles que não se curvam às regras, silenciando qualquer voz dissonante ou voz fora do coro, que emerge do pântano fetido do terrorismo midiático no qual se precipita todo o país, das massas indefesas, da escravidão tecnocientífica, do capitalismo desenfreado, é o imperativo do Estado e do capital, dos promotores e seus cães de guarda soltos no meio da noite. E que melhor alvo do que atacar aqueles que, durante anos, deram voz ao livre pensamento de muitos através da revista Vetriolo?

Dar voz às próprias ideias revolucionárias, dar voz aos companheiros injustamente presos, publicando seus escritos, descrever as condições desumanas da vida prisional a que estão sujeitos não é de forma alguma uma “culpa”, como gostariam que acreditássemos. E é precisamente quando eles tentam nos silenciar que é a hora de levantar nossas vozes ainda mais alto, de tornar nossa mensagem mais alta e clara:

NEM UM PASSO ATRÁS!

Não será o habitual castelo de acusações destinadas a desmoronar sob o peso de sua infâmia e arrogância que nos fará recuar. Não serão as barras de ferro e as paredes de concreto nas quais eles tentam nos enterrar há anos em vão que nos impedirão de sonhar com a liberdade para todos.

Solidariedade com os companheiros e companheiras do “Circolaccio Anarchico” de Spoleto e a redação da revista anarquista Vetriolo.

Solidariedade aos companheiros e companheiras de RoundRobin e Malacoda.

Um abraço caloroso e cheio de força para todos os companheiros anarquistas que escaparam, perseguidos, presos, torturados, encarcerados em prisões em todo o mundo. Meus pensamentos também estão com você.

Por um mundo sem prisões.

Todos e todas livres!

Viva a anarquia, sempre!

Inferno Urbano

infernourbano.noblogs.org

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2021/11/19/italia-operacao-sibilla-novo-golpe-contra-os-anarquistas/

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Lua cheia!
Por mais que caminhe,
O céu é de outro lugar.

Chiyo-jo

[Suíça] Contra o passe Covid e o mundo que o produz.

Saúde ou segurança?

Nas últimas semanas, com a introdução do passe Covid obrigatório para acessar restaurantes, bares, estádios, academias, universidades, teatros, cinemas, museus, bibliotecas e outros locais de reunião e manifestações públicas, o governo suíço impôs de fato o rastreamento obrigatório do deslocamento da maioria das pessoas que vivem no território. Depois de uma primeira tentativa no verão de 2020 de apresentar o aplicativo Swiss Covid que teve pouco sucesso, nas últimas semanas o Conselho Federal colocou em prática uma retórica sutil de persuasão-coerção para convencer o maior número possível de cidadãos a se vacinarem, sob a chantagem de ter negado o acesso a uma ampla gama de locais e serviços, em alguns casos incluindo trabalho e educação.

Como alguém escreveu em outro lugar: “tememos que os instrumentos estabelecidos hoje em nome da saúde pública possam ser facilmente reposicionados em funcionamento amanhã para fins de segurança, que a declaração de identidade e o registro de sua locomoção sejam padronizados e que a malha de controle social ficará perigosamente mais rígida“. Assim que se estabelecem como “medidas excepcionais”, instrumentos como o passe de saúde tornam-se irreversíveis, fortalecendo o poder policial e se somando à teia de dispositivos que nos últimos anos têm cada vez mais limitado a liberdade dos indivíduos com a desculpa de “contra- terrorismo” e “guerra ao vírus”.

Durante as duas primeiras ondas da pandemia as desigualdades sociais realmente pioraram (por exemplo, nos locais de trabalho e no que se diz respeito ao acesso aos cuidados de saúde), o passe Covid cria as condições para agravar ainda mais a discriminação e a exclusão em relação àqueles que não querem ou não podem ser capazes de pagar um teste ou serem testados em qualquer lugar, pessoas sem documentos reconhecidos na Europa e pessoas forçadas a viajar como clandestinas. Isso sem falar na distribuição de vacinas em nível global ditada pelas leis da indústria “livre”, que mesmo em situação de emergência pandêmica mantém intacta sua lógica colonialista e de classe.

Além disso, sem entrar no debate tão limitado dos “contra vs. à favor”, o fato de forçar a população com pressões e chantagens a usar “vacinas” cujos efeitos colaterais potenciais são desconhecidos e que as empresas farmacêuticas que as produziram não têm obrigação de prestar contas a quem quer que seja, devendo pelo menos surgir algumas dúvidas de caráter ético…

Para voltar à normalidade?

A obrigação do passe Covid tem muito mais a ver com a gestão da segurança da sociedade e o imperativo econômico de não desacelerar a máquina capitalista do que com considerações reais e bem fundamentadas de proteção da saúde pública.

As autoridades querem apenas curar os sintomas e não as causas da pandemia.

As causas da propagação do vírus entre diferentes espécies e da eclosão de pandemias em nível global – como a do coronavírus – encontram-se no próprio funcionamento do sistema capitalista, com especulações colossais no setor médico e sério impacto sobre o meio ambiente. Um desenvolvimento econômico que devasta e saqueia territórios e populações em busca de novos mercados e maiores lucros, desmatamento para dar espaço a monoculturas, pecuária intensiva e indústrias que a cada dia tira espaço vital dos ecossistemas e das espécies que neles vivem.

As pré-condições que adubaram o terreno para a evolução do vírus SARS-covid19 e que poderia levar a novas pandemias estão sob os olhos de todos e encontram-se no modelo político-econômico atual. Apesar das evidências, eles insistem por um lado em dar explicações simplificadas e falsas envolvendo várias teorias da conspiração e, por outro lado, em passar soluções de curto prazo para retornar à mesma normalidade capitalista que originalmente criou as condições ideais para o advento do vírus. Mesmo quando durante séculos esta normalidade significou colonialismo, patriarcado, guerras e exploração de recursos em nome do lucro para os países ricos do Norte do mundo em detrimento dos pobres do Sul.

Para uma mudança radical, é fundamental fazer uma pausa e analisar as complicadas causas estruturais da pandemia e aprofundar a luta.

Protesto! Mas contra o quê?

À semelhança do que sucede noutras zonas da Suíça, também no Ticino, várias associações e grupos saíram às ruas para protestar contra as medidas aplicadas pelo Estado. Muitos deles, mesmo que se declarem “apolíticos”, apoiam-se em temas que sempre foram veteranos da extrema direita.

Para as legítimas questões decorrentes de uma situação real de crise e do fortalecimento de tecnologias de controle social sem precedentes, muitos buscam respostas em uma miríade de “teorias” da conspiração, que em um exame mais atento apenas tiram o pó do racismo e mitos antissemitas como o de uma “nova ordem mundial” que supostamente governa o mundo. Não é por acaso que neofascistas, neonazistas e cristãos fundamentalistas mais ou menos camuflados participam de muitas dessas manifestações e, toleradas pelos demais manifestantes “apolíticos” procuram recrutar novos adeptos difundindo sua repulsiva supremacia, ideologias patriarcais, racistas e antissemitas.

Em situações de descontentamento social, os mitos da conspiração propõem causas e responsabilidades fictícias que desviam a crítica do funcionamento real e das contradições do capitalismo. Essas falsas soluções, quase sempre centradas em bodes expiatórios e fantasias contra “os poderosos” (muitas vezes judeus), na verdade apenas justificam o sistema atual baseado em relações de força bem diferentes que não são colocadas em discussão.

Além disso, uma divisão da sociedade entre bons e maus protege o Estado e permite-lhe silenciar qualquer crítica a ele, rotulando todos os oponentes de teóricos da conspiração e extremistas.

Nós nos distanciamos tanto da exploração óbvia da pandemia para fins de exacerbação do controle social e sinos de vaca, bandeiras da cruz vermelha, neofascistas e fantasias de conspiração perigosas e enganosas.

Por uma crítica radical das estruturas do capitalismo até sua destruição.

Um sistema doente não produz curas.

Coletivo PPPIO

Outubro 2021

Fonte: https://frecciaspezzata.noblogs.org/post/2021/11/02/contro-il-covid-pass-e-il-mondo-che-lo-produce/#more-9254

Tradução > GTR@Leibowitz__

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O morro escurece
E das folhas do bordo
O escarlate rouba…

Buson

[Espanha] Lançamento: “Grandes negocios con Hitler”, de Jacques R. Pauwels

Este é um livro revelador, um estudo minucioso da cumplicidade não só dos grandes bancos e corporações alemãs, mas também do big business estadunidense, com o regime nazi e dos super lucros que as grandes corporações obtiveram graças à ditadura hitleriana.

“A parceria da grande indústria e das altas finanças alemãs… apoiou Hitler no momento de sua lenta ascensão… e também o ajudou a acender ao poder. Neste sentido o big business alemão esteve plenamente com Hitler. O grande capital estadunidense apoiou igualmente a Hitler desde seus primeiros passos”. (Do prólogo do autor).

Jacques R. Pauwels (Gante, Bélgica, 1946) emigrou ao Canadá em 1969. Doutorado em História pela Universidade de York (Toronto) e em Ciência Política pela Universidade de Toronto.

Foi professor de História em várias universidades canadenses. Entre seus livros, destacamos: El mito de la guerra buena: EEUU en la Segunda Guerra Mundial (editada em castelhano por Hiru) e The Great Class War 1914-1918.

Grandes negocios con Hitler

Jacques R. Pauwels

El Garaje Ediciones, Colección Documentos Sociedad. Madrid 2021

332 págs. Rústica 21×14 cm

ISBN 9788494926501

20,00 €

elgarajeediciones.com

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Sobre o sino,
Repousa e dorme
A borboleta.

Buson

Por que a misoginia ainda passa?

“Não passarão” é um lema bastante difundido entre as pessoas anarquistas e demais setores antifascistas. A popularização dessa frase, que começa com a palavra não, foi bastante difundida durante a Revolução Espanhola, e junto com o punho fechado, foi uma forma de anunciar que o fascismo não passaria daquele episódio.

A origem dessa frase, segundo algumas fontes e a memória coletiva sobre esse período revolucionário, é creditada a uma mulher: Dolores Ibáurri, também conhecida como La Pasionaria, que foi uma liderança carismática da Revolução.

Lembramos que a Revolução Espanhola foi um processo em que as pessoas anarquistas tiveram uma ampla participação e experiência de resistência, e foi nesse período que o coletivo Mujeres Libres, que quer dizer mulheres livres, teve a adesão de milhares de mulheres anarquistas organizadas para enfrentar o regime autoritário fascista.

Diria, enquanto sudamericana após mais de 80 anos desse conflito, que essas mulheres livres enfrentaram não apenas o regime autoritário fascista, mas também os autoritarismos dos companheiros que também eram anarquistas e libertários, e eram contra o fascismo direitista do regime – e uma história mais completa sobre a trajetória dessas companheiras pode ser lido em Mujeres Libres – El anarquismo y la lucha por la emancipación de las mujeres, de Marta Ackelsberg.

Bem, nesse momento, você pessoa leitora, pode estar pensando no porquê desse breve resumo sobre algo que talvez já seja bastante conhecido para quem acessa este canal de informação. Pois bem, a resposta vem com mais uma pergunta: por que a misoginia ainda passa?

Recentemente, nesse canal de difusão de informações chamado Agência de Notícias Anarquistas, um texto muito bizarro foi publicado. A palavra bizarro pode ser sim um eufemismo, pois, na verdade, para mim e para todas as companheiras que leram esse texto, desde o título, é um texto misógino e machista que contém em si, um discurso de ódio que é naturalizado para muitos – e sim, escrevo muitos no sujeito masculino – que o recebem e o leem.

O texto em questão tem o título “A Cena Libertária Virou Um Campo de Cordeirinhas Vacinadas” e não vou fazer a análise dele pois não merece mais de meu tempo a leitura de um texto misógino, especista e negacionista científico que me causa asco. Está disponível nesse site, a quem quiser ler e, talvez, se indignar.

As mulheres podem ser consideradas, em muitos momentos ao longo da história e da cotidianidade, como “referenciais ausentes”. Isso não digo apenas eu, mas também Carol J. Adams, que há quase trinta anos escreveu A política sexual da carne (primeira publicação em 1994). Esse escrito pode ser interpretado como uma crítica ao machismo e ao especismo, pois a autora analisa uma série de representações sobre as mulheres na publicidade, e como essas representações coisificadas, ausentes respeito enquanto seres, de forma coisificada, sexualizada e subordinada aos homens cis, também é observada nas fêmeas dos animais que são destinados ao assassinato e consumo humano, bem como uma animalização pejorativa das mulheres humanas, quando associadas a alguns animais. Como já vimos, o autor do texto-desserviço também associa as mulheres, e nesse caso as mulheres anarquistas, a fêmeas de animais para representá-las de maneiras pejorativas.

E como os “referenciais ausentes” aparecem aí? Bom, aparecem desde modo amplo, como as representações do feminino idealizadas no imaginário social, até no próprio meio anarquista, que muitas vezes, como nesse caso da publicação desse texto, abarca pessoas que estão seguras de que os anarquistas, por terem essa identidade auto-atribuída, estão isentos de realizar auto-críticas a respeito da perspectiva patriarcal e misógina que carregam em si e em suas micro-relações e micro-políticas (para não deixar Foucault de fora da discussão). As mulheres anarquistas por vezes – mas nem sempre, já que os vazios e invisibilidade de uma História escrita no masculino são frequentes – idealizadas por representações de luta que podem remontar desde a communard Louise Michel, passando por Emma Goldman até chegar em Maria Lacerda de Moura e na própria Espertirina, não deixaram de existir passando os períodos em que essas notáveis companheiras viveram. Vivemos no hoje, e não somos/ estamos cristalizadas em uma representação do que pode ser esperado ou idealizado por homens cis que possuem uma perspectiva machista, especista e moralista, como o autor do texto.

Sobre o moralismo, realmente esse é um ponto que nos chama atenção naquele deplorável escrito de desserviço à causa anarquista/ anárquica. Quando o autor Vantiê Clínio se refere à “bunda de funkeira” que “balança de acordo com o batidão mais forte”, ele esbarra em uma fronteira bem sutil entre o moralismo e o racismo. Sabemos que o funk, e nesse caso seguramente é uma alusão ao que conhecemos como funk carioca, é uma música e um estilo de dança que nasceu em comunidades negras no Brasil, com a ancestralidade africana de muitos povos sequestrados pelos colonizadores brancos. Considerar a música e a dança funk como algo pejorativo, além de elitista e moralista, também pode conter, em si, um racismo velado por uma branquitude exercida sem nenhuma reflexão e autocrítica, como pode ser lido nesse artigo do Coletivo Enegrecer¹ e também nessa reportagem da revista AzMina². Além disso, povos originários de territórios como Angola e Zâmbia nos quais, até hoje, também falam a língua Mbunda (aqui encontramos uma referência³. Ou seja, mexer a bunda, ao som do funk ou do que lá for, não é nenhuma ofensa – aliás, pode ser ofensa para homens cis-gênero brancos que ficam ressentidos com a agência de anarcas que não estão seguindo a cartilha de ação que ele escreveu ou aprova.

Sendo assim, com esse texto, eu termino a minha reflexão como uma forma de não deixar passar batido um texto que, sob os véus da opinião, ofende a mim e a muitas pessoas. É uma resposta em forma de Não Passarão, já que dar palco a discursos machistas, misóginos e demais discursos de ódio pode também veiculá-los, e temos na presidência da república do território controlado pelo e$tado brasileiro um exemplo disso.

É lamentável a ausência de percepção e entendimento por parte do editorial da ANA de que o texto-desserviço é sim um texto de discurso de ódio, e que discurso de ódio não é uma simples opinião. Por isso dediquei um tempo de dança do meu funk matinal para escrever essas páginas. Infelizmente, nada de novo sob o sol, mas que me causa espanto nesse longo 2021.

Dedico essa resposta em respeito e com amor para as anarkas/anarkxs, cordeiras, lobas, gatas, cachorras e toda a dissidência de gênero e sexualidade que se identificam com muitas formas de entender e viver o anarquismo e a anarquia.

b4b1

[1] https://www.geledes.org.br/funk-racismo-e-periferia-fica-ligado-que-contagiante-nao-e-batida-mas-tambem-o-instrumento-de-luta/

[2] https://azmina.com.br/reportagens/funk-e-feminismo/

[3] https://diplomatique.org.br/o-que-ha-de-africa-no-brasil/

Foto: Cacá Bernardes/Bruta Flor Filmes

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agência de notícias anarquistas-ana

Um gato sem dono
Dormindo sobre o telhado —
Chuva de primavera.

Taigi

[Itália] Operação Sibilla: novo golpe contra os anarquistas

A enésima operação repressiva (chamada “Sibilla”) teve na quinta-feira (11/11) como alvo os anarquistas na Itália. Os jornais nos dizem que a ROS Carabinieri realizou numerosas buscas nas províncias de Cagliari, Cosenza, Cremona, Gênova, Lecce, Massa, Perugia, Roma, Taranto e Viterbo.

Alfredo Cospito, prisioneiro anarquista em Terni, foi detido (sic!) e Michele, uma companheira em Spoleto, foi colocada sob prisão domiciliar, com uma pulseira eletrônica. Também em Spoleto, o “Circolaccio Anarchico”, um espaço anarquista, foi revistado.

Quatro outros companheiros estão sujeitos a várias formas de controle judicial (proibição de deixar o município de seu domicílio, obrigação de comparecer a delegacia de polícia semanalmente para assinar recibo de ciência).

A investigação, iniciada em 2018 pelo Ministério Público de Milão em colaboração com a Procuradora-Adjunta Manuela Comodi de Perugia (província onde se localiza Spoleto), sob a supervisão da Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorista, tem como alvo especial o jornal Vetriolo. Os compas são acusados (além das eternas 270bis: “associação para fins de terrorismo ou subversão da ordem democrática”) de “provocação a crimes e delitos a ordem política e social” e “provocação a crimes e delitos com o agravante de terrorismo e subversão da ordem democrática”.

Solidariedade!

agência de notícias anarquistas-ana

O ar a tremular —
A cada golpe da enxada
O cheiro da terra.

Rankô

[EUA] “Um ilustrador anarquista busca histórias radicais para combater o fascismo”

As ilustrações, murais e literatura de N.O. Bonzo se baseiam nas tradições da arte radical, abordando relações de trabalho e identidade em comunidades locais e movimentos de protesto.

Por Billy Anania| 19/10/2021

O ilustrador anarquista N.O. Bonzo produz mídia descentralizada numa paisagem cultural altamente burocrática. Suas ilustrações, murais e literatura emergem em locais inesperados, das ruas de Portland, Oregon, até os confins do Reddite doTwitter, mirando as relações laborais e de identidade no local de trabalho e nas ruas.

Crescimento e cuidado são temas centrais que se manifestam em corpos feitos de folhas, trabalhadores cultivando a terra e black blocs rompendo as barreiras policiais. Cada obra de arte manda uma mensagem clara e corajosa, com imagens luminosas sobre fundos pretos. Figuras em detalhe de famílias e camaradas parecem enérgicas, mas também íntimas, ocasionalmente justapostas a carros de polícia e trajes nazistas destruídos.

Canalizando desenhos monocromáticos de charges e xilogravuras do início do século 20, Bonzo se baseia nas tradições radicais com elementos de grafite, símbolos sindicais, erotismo queer e pessoas comuns vivendo sob vigilância policial e de fronteira. A gravura permite ao artista reproduzir e distribuir sua arte rapidamente através de variados meios (por exemplo, pôsteres, banners, roupas e adesivos), refletindo um desejo de quebrar o que eles chamam de “pequenos feudos de conhecimento técnico privatizado”.

“A arte colocada dentro de sua própria esfera, como uma instituição separada da vida cotidiana, foi e continua sendo um ataque ao espírito criativo – a alienação da criação da vida”, disse Bonzo ao Hyperallergic. “Muitas vezes quando você conversa com as pessoas sobre como elas foram atraídas pelo anarquismo, elas identificam subculturas dentro do punk ou do hip-hop. Estes espaços são incrivelmente ricos e repletos de expressões, muitas das quais não serão necessariamente identificadas como arte ou irão para uma galeria ou museu”.

Com a PM Press, Bonzo publicou Everyday Fire May Day Zine! – que retrata animais dançando em torno de uma fogueira de equipamentos antimotim – além de um livro de colorir antifascista e reedições ilustradas de Kropotkin (Mutual Aid: A Factor of Evolution [1902] e The Great French Revolution [1893]). Bonzo complementa as palavras do historiador russo com imagens de protestos e de despensas de alimentos, adaptando histórias de organização comunitária ao movimento abolicionista atual.

Influenciado pelas comunidades de arte “faça-você-mesmo”, Bonzo afirma que valores compartilhados criam uma estética comum. Isto pode ser visto, eles afirmam, não apenas nas paredes de casas punk ou em tatuagens “stick-and-poke” [artesanais], mas na organização contra o racismo e expropriação. Nesse sentido, seu trabalho é internacionalista, expressando solidariedade com todos aqueles que se opõem ao capitalismo e à extrema-direita em todo o mundo.

“Ter espaços públicos que apresentem fortes amostras visíveis de arte e projetos que explicitem o antirracismo estatal como um valor, que rejeitem totalmente a transfobia, que celebrem e valorizem a dignidade e a compaixão – estes podem ser as direções e sinais para as cenas ou comunidades que trabalham para derrubar o fascismo organizado”, eles dizem.

Bonzo postula que abolição não é a destruição da sociedade, mas seu renascimento. Na linha do falecido autor David Graeber, sua arte retrata o mundo como “algo que fazemos e que poderíamos, facilmente, fazer diferente”.

Uma seleção do trabalho de Bonzo pode ser encontrada em seu website (nobonzo.com), no Etsy (etsy.com/shop/streetleavespdx) shop e na PM Press (blog.pmpress.org/authors-artists-comrades/n-o-bonzo).

Fonte: https://hyperallergic.com/685478/no-bonzo-anarchist-illustration-labor-identity/

Tradução > Erico Liberatti

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Dentro do grilo
Um grito verde
Desfolha-se.

Paulo Ciriaco

[Portugal] Lançamento: “Viver a Utopia – 5 ilhas de um arquipélago disperso”

Viver a Utopia – 5 ilhas de um arquipélago disperso” é o 10º livro publicado pela Barricada de Livros, um coletivo editorial anarquista baseado em Lisboa (Portugal), e o 1º a ser também impresso no Brasil.

Neste livro dão-se a conhecer 5 experiências práticas protagonizadas por anarquistas, abertas ao mundo e que, apesar de serem ilhas pequenas rodeadas por um mar imenso e adverso, já perduram há muitos anos, em lugares e atividades diferentes: Diony-Coop, uma cooperativa autogerida de consumo alimentar em Saint-Denis, uma cidade-satélite de Paris; Elèuthera, uma editora com sede em Milão; Paideia, uma escola na cidade espanhola de Mérida; Soma, uma terapia concebida pelo multifacetado anarquista brasileiro Roberto Freire; por fim, Urupia, uma comunidade agrícola na região italiana da Puglia.

Através da divulgação destas 5 experiências concretas, a Barricada de Livros pretende mostrar que o anarquismo não é sinônimo de confusão ou de violência, como proclama o discurso das classes dominantes, e que é possível uma outra forma de viver, de produzir, de estar em comunidade.

A multiplicação de experiências como estas contribuirão para pôr um fim à inevitabilidade e à resignação com que as pessoas encaram a presença do Estado e do capitalismo no quotidiano das suas vidas.

>> No Brasil, pedidos ao Centro de Cultura Social de São Paulo: 35 reais + porte dos correios. Contato: ccssp@ccssp.com.br

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o tempo ainda não passou
canta no galho mais alto
o sabiá-laranjeira

João Angelo Salvadori

[Itália] Manifestação Antimilitarista em Turim

Sábado, 20 de novembro, 14h30, da Porta Palazzo – canto Corso Giulio Cesare da via Andreis

Contra traficantes de armas, fábricas de morte e bases militares

Contra as reuniões Aeroespaciais e de defesa

Contra gastos de guerra e missões militares no exterior

Contra o colonialismo tricolor, boicotemos a ENI [petroleira italiana]

Contra a guerra aos migrantes e aos pobres

Contra a violência sexista de todo exército

Contra todas as pátrias e por um mundo sem fronteiras

Assembleia Antimilitarista

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Uma flor desabrocha
para a vida.
Alegria no jardim.

Aprendiz

[Espanha] 20N Antiautoritário. Contra o Estado e sua violência: Ação direta

O 20N é simplesmente mais um dia para recordar que o fascismo em quaisquer de suas facetas deve ser destruído.

Para isso, para caminhar até um mundo onde o racismo, a LGBTfobia, o machismo e a autoridade não tenham lugar, são necessárias as lutas e as ações constantes contra o Estado, em nosso caso, herdeiro do franquismo, da ditadura assassina, pela qual ainda sofremos, por mais longínquos que pareçam, seus estragos.

A normalização e a banalização não apenas da ideologia fascista, assim como a naturalização das habituais formas que a sustentam como os assassinatos e agressões a pessoas trans, migrantes, homossexuais e mulheres por todo o país, onde os meios de comunicação jogam um papel fundamental no qual se criam espetáculos de tais fatos terríveis, são alguns dos braços desta besta que devemos seguir combatendo com força como já fizeram as companheiras que nos precederam.

A luta, como sempre dizemos, não está nas instituições, mas nas ruas, onde vivemos e onde a realidade da precariedade é palpável, não nas poltronas de políticos que se vendem ao melhor preço enquanto decidem sobre nossas próprias vidas.

Um ano mais, e seguimos em pé de guerra contra o fascismo, à autoridade em quaisquer de suas formas e a democracia como farsa, que acoberta a repressão e a precariedade.

Contra o Estado e sua violência, agora e sempre, ação direta!

cntmadrid.org

Tradução > Sol de Abril

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Vento de primavera —
Do outro lado do aterro,
O mugido da vaca.

Raizan

[Bielorrússia] Anarquista Sergey Romanov condenado a 1 ano de prisão

Poucas semanas antes do julgamento do caso dos anarcos revolucionários, o juiz de Gomel Hlyshchankov Alexei Anatolievich (https://t.me/BlackBookGomel/266) condenou Sergey Romanov a um ano de prisão por violação da supervisão estatal.

Essa história começou após a libertação de Romanov em 2019: agentes locais do GUBOP [Escritório Geral de combate ao crime organizado] instalaram alguns processos administrativos contra o ativista e tentaram calá-lo antes mesmo das eleições de 2020. Devido aos apelos contra esses processos, eles não conseguiram e, em outubro de 2020, Romanov foi detido no caso dos anarcos revolucionários com Dmitry Rezanovich, Dmitry Dubovsky e Igor Olinevich. De acordo com o próprio Romanov, seu caso foi tratado por Yermoshkin Denis Aleksandrovich (https://t.me/karatelibelarusi/6905), um agente do GUBOP.

Particularmente, em pelo menos uma ocasião Yermoshkin usou um agente seu para atrair Romanov a um café que vendia álcool (o anarquista havia proibido de visitar estabelecimentos que vendessem álcool). Posteriormente, isso foi usado como prova de violação dos termos de supervisão.

O julgamento em si foi somente uma formalidade, como de costume, e o juiz impôs a punição solicitada pelo promotor.

Em sua declaração final, Sergey observou:

Tudo o que disse até aqui demonstra o preconceito do tribunal e da administração da colônia para me pressionar e discriminar minhas visões políticas que estão em desacordo com a política oficial do atual estado canibal. Onde os direitos humanos não existem na realidade. Onde os órgãos repressivos podem falsificar, espancar, torturar e assassinar cidadãos sem serem responsabilizados, porque, como disse o ditador, “às vezes pode não haver tempo para leis”. Essa prática fascista existe na Bielorrússia há décadas e seu tempo está chegando ao fim. O tempo de liberdade, lei e justiça chegará, e este processo não será interrompido.

Você pode apoiar Sergey enviando-lhe uma carta através do nosso formulário online (https://abc-belarus.org/?page_id=579) (o acesso é limitado na Bielorrússia)

Endereço para envio de cartas:

Romanov Sergey Aleksandrovich / Романову Сергею Александровичу
SIZO-3 / СИЗО-3
Knizhnaya Street, 1A / ул. Книжная, 1А
246003 Gomel / 246003, г. Гомель – Bielorrússia

Fonte: https://abc-belarus.org/?p=14417&lang=en

Tradução > Amós Rocha

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A viva conversa
Da capa e do guarda-chuva —
Chuva de primavera.

Buson

[Chile] “A dignidade não está nas urnas, está nas ruas”

Queremos que Boric¹ vença as eleições² para que não sejamos perseguidos?
Queremos ser aceitos pelo show democrático/burguês?

O “mal menor” é para aqueles que não estão certos de que nós revolucionários sempre fomos perseguidos pelos Estados, qualquer que seja seu administrador, e que temos que enfrentar quem quer que venha pela frente.

Nós anarquistas carregamos um mundo novo em nossos corações e não nas urnas.

Grupo de Propaganda Revolucionária – La Ruptura.

Notas:

[1] Gabriel Boric, candidato de esquerda.

[2] O Chile tem eleições presidenciais marcadas para 21 de novembro.

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Se afasta a lanterna
Sumindo na escuridão —
O canto do cuco.

Shiki

Lançamento: “Pré-Anarquia”, de Randolfo Vella | Preço promocional

Como Funcionaria Na Prática Uma Sociedade Anarquista?

Livro: “Pré-Anarquia: Sugestões Práticas Sobre A Organização Da Sociedade Futura” do anarquista italiano Randolfo Vella, Editora: Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (NELCA), Formato 14 x 21 cm, Novembro de 2019, Guarujá/SP, 140 páginas.

Preço 40 reais (já incluindo as despesas postais). Dados para depósito: Banco Bradesco (237), Agência 0525 – 8, Conta Poupança 8136111 – 8. Ou pelo Pix: nelca@riseup.net

Trecho do livro: “Abolido o Estado, com seus órgãos repressivos, quem dirigirá a vida social?

Quem estabelecerá as normas para a vida em comum?

Quem cuidará da direção dos serviços públicos?

Quem obrigará os refratários ao trabalho?

Quem imporá o respeito aos bens coletivos?

Além disto, com a abolição da polícia e da magistratura não se encorajará a delinquência política e comum?

Abolido o exército, quem defenderá a nova ordem social dos ataques dos inimigos internos e externos?

Abolida a propriedade privada e a moeda, como serão organizadas as novas formas de produção e de distribuição?

Todas estas perguntas podem ser reformuladas em uma só, qual seja: Abolido o Estado e a propriedade privada, pode tornar-se realidade de um momento para outro e, integralmente, a anarquia?”

Esse livro pretende responder de forma simples, acessível e objetiva todas essas questões. Produção do vídeo (link abaixo) pelo Núcleo Audiovisual de Difusão Anarquista (NADA).

https://www.youtube.com/watch?v=W-X1Nhs43ZA

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Para esta viagem
A melhor companhia
É uma borboleta!

Shiki