[Espanha] Sexta-feira, 6 de outubro: Apresentação do Rock Contra o Fascismo.

Na sexta-feira, 6 de outubro, a partir das 19 horas, haverá uma apresentação do Rock Contra o Fascismo, uma associação cujo objetivo é unir o mundo do rock contra o avanço da extrema direita. O evento será realizado na sede da FAL em Madri, onde eles explicarão seu projeto e a possibilidade de se juntar a esse movimento de forma pessoal.

O Rock Contra o Fascismo é uma associação cultural sem fins lucrativos cujo objetivo é unir todo o mundo do rock – músicos, bandas, jornalistas, locais, promotores de shows e o público em geral – em defesa dos valores de paz, liberdade, transgressão e rebeldia inerentes ao seu espírito e que, portanto, se opõe ferozmente a qualquer atitude de cumplicidade, branqueamento ou conivência com tudo o que o fascismo representa em termos de agressão à dignidade e à liberdade humanas.

Depois de reunir mais de 1.300 bandas e nos apresentarmos em sociedade no dia 21 de junho de 2021, é hora de abrir a associação para registros individuais. Venha e saiba mais.

Rock Contra o Fascismo

fal.cnt.es

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tordos em bando
nuvens viúvas
acima dos montes

Rogério Martins

[Itália] Respondendo ao ato de intimidação do último fim de semana

Neste fim de semana, pessoas desconhecidas tentaram incendiar a varanda em frente ao Circolo Anarchico C. Berneri de Bolonha.

Uma peça de mobília antiga e os jornais afixados no quadro de avisos do círculo foram destruídos. Felizmente, os danos se limitaram a isso e a uma parede enegrecida.

Denunciamos esse ato gravíssimo de intimidação contra nós e contra o movimento anarquista como um todo. Não nos assustaremos com tais atos e continuaremos como sempre em nosso trabalho para a transformação do existente.

circoloberneri.indivia.net

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Como versos livres
– ao toque dos tico-ticos –
as flores que caem…

Teruko Oda

[EUA] West Palm Beach, FL: Food Not Bombs protestam contra tentativas de criminalizar o apoio mútuo e a partilha de comida gratuitamente

Apoiantes do Food Not Bombs [Comida Bombas Não], um grupo de apoio mútuo que serve comida gratuitamente em espaços públicos a pessoas pobres e sem-teto em todo o mundo, foram para as ruas em West Palm Beach, na Flórida, para protestar contra uma recente lei que criminaliza a partilha de comida grátis. Nos meses recentes, membros do grupo foram multados por dar refeições “não permitidas” a mais de 25 pessoas.

De acordo com uma repostagem em Iron Snowflake:

“Em 18 de Setembro, ativistas furiosos com as repetidas multas contra as doações de comida do Food Not Bombs pela Polícia de West Palm Beach reuniram-se na Câmara da Cidade e marcharam pelo distrito comercial.

Estas multas carregam penalidades de até 500$ e 60 dias na cadeia. Este é um ato de guerra contra as pessoas sem-teto, e um ato de guerra contra toda a comunidade ativista. Alimentar pessoas sem teto num ambiente onde os empresários de negócios estão a tentar transformar as cidades em centros comerciais onde ninguém que não esteja a gastar ou a ganhar dinheiro é considerado um invasor é um ataque político.

No Instagram, a  West Memphis Food Not Bombs escreveu sobre o decreto:

“Mais de 15 anos de partilha na nossa comunidade, nem uma vez pedindo permissão ou serviços da cidade. É outra forma de varrer as pessoas sem casas para fora da vista dos turistas $$$. Comida é um direito – não um privilégio.

De acordo com a Miami Antifascist  Newsletter, “foram emitidas contra a West Palm Beach Food Not Bombs 7 notificações de penalidade e têm a sua primeira condenação amanhã”. Continuam mencionando que, no entanto, o caso ” Food Not Bombs x Ft Lauderdale finalmente venceu a sua ação judicial federal contra a  Ft Lauderdale por tentativas semelhantes de criminalizar a distribuição de comida gratuita” e outros capítulos do Food Not Bombs nos EUA e noutros lugares têm uma longa história de combate contra tais tentativas de criminalização do apoio mútuo.

Fonte: https://itsgoingdown.org/west-palm-beach-fl-food-not-bombs-protests-criminalization/

Tradução > Centro de Média Independente – PT

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/02/28/russia-declaracao-do-food-not-bombs-moscou-estamos-contra-as-guerras-e-os-assassinatos-de-civis/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/02/14/15-anos-na-luta-fim-do-food-not-bombs-na-bielorrussia/

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Na casca amarela
se esconde em vão a goiaba:
tantos bem-te-vis…

Anibal Beça

[Espanha] Volta “El entusiasmo”

Depois do grande sucesso de público e crítica que alcançou na Alemanha com mais de 120 exibições em cinemas e festivais de todo o país, o documentário “El entusiasmo” volta a percorrer os nossos caminhos para viajar até à Andaluzia. Das mãos da CNT Pedrera, CNT Córdoba e CNT Granada, o filme será exibido nas 3 localidades com posterior discussão com o diretor.

Um fim de semana que se prevê muito interessante e que olhará para trás para ver o estalido libertário e contracultural que varreu o país após a morte de Franco e o papel que a CNT desempenhou na Transição desde a sua reconstrução em 1976 até ao conhecido Caso Scala.

Pedrera: Teatro Municipal de Pedrera / Quinta-feira, 5, às 19h30.

Córdoba: Cineteca Córdoba / Sexta-feira, 6, às 18h.

Granada: Local de La Ribera / Sábado, dia 7, às 19h.

Depois que Franco morreu, TUDO PARECIA POSSÍVEL

www.elentusiasmo.com

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/vuelve-el-entusiasmo/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/11/20/espanha-estreia-nos-cinemas-do-documentario-el-entusiasmo/

 

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por entre os salgueiros
clarão sedoso das águas
enluaradas

Rogério Martins

[EUA] Notas sobre o dia 26 de setembro: Reflexões sobre saques, libertação negra e anarquismo

Na segunda-feira, 14 de agosto de 2023, o policial da Filadélfia Mark Dial atirou e matou Eddie Irizarry enquanto ele estava sentado em seu carro. Inicialmente, a polícia mentiu dizendo que Eddie atacou o policial com uma faca, mas as imagens de vídeo mostraram que Eddie foi baleado em meros segundos enquanto estava sentado em seu carro com a janela aberta. Depois disso, Dial foi suspenso por 30 dias até a rescisão do contrato. No início de setembro, Dial foi acusado de vários crimes, inclusive assassinato, mas o juiz que estava presidindo acabou rejeitando as acusações. Os policiais que compareceram ao tribunal uniformizados aplaudiram e comemoraram quando as acusações foram retiradas. Em 26 de setembro, no mesmo dia, a família de Eddie e o Party for Socialism and Liberation (juntamente com grupos antirracistas de esquerda como a Black Alliance for Peace e a W.E.B. DuBois Movement School) organizaram uma passeata pacífica pelo Center City protestando contra a decisão. Essa manifestação se dispersou depois de algumas horas, mas foi seguida de saques, inicialmente no centro da cidade, antes de se espalhar para o oeste, norte e nordeste da Filadélfia no decorrer da noite.

O movimento de libertação das pessoas pretas está vivo! Aqueles que dizem que ele está morto ou são racistas ou não estão nas ruas, essas revoltas são a prova disso. Embora o número de pessoas nas ruas tenha sido menor do que em 2020, houve uma revolta generalizada em toda a Filadélfia. A polícia matou Eddie Irizarry, um porto-riquenho não negro, e os negros responderam com revolta. Da mesma forma, em 2020, em Kenosha, WI, quando Kyle Rittenhouse matou duas pessoas brancas no meio de um tumulto contra a polícia e depois teve suas acusações retiradas, os negros se revoltaram na área da baía. Esses são exemplos de uma consciência negra que reconhece os sistemas anti-negros, independentemente de eles terem como alvo os negros em um caso específico.

Aqui na Filadélfia, os saqueadores e desordeiros estavam bem preparados. A maioria das pessoas estava mascarada, vestindo roupas pretas, e muitas delas estavam brandindo ferramentas. Os saques foram organizados espontaneamente pelas mídias sociais no mesmo dia em que ocorreram. As pessoas usaram aplicativos para monitorar a polícia e se preparar para suas respostas. Várias empresas, estacionamentos e caixas eletrônicos foram alvos em toda a cidade, espalhando o efetivo da PPD. Muitos participantes usaram carros para se deslocar entre as empresas, como fuga e para manter a mobilidade em geral.

É uma crença muito comum entre os radicais que o Estado é onisciente. Essa noite de rebelião prova o contrário, que há muitas oportunidades para atividades insurrecionais! Como radicais negros (e, em geral, como pessoas “políticas”), precisamos entender que é possível escapar das coisas se planejamos desafiar o Estado. Muitas pessoas comuns já sabem disso e se comportaram de acordo.

Os tumultos ocorridos na noite de terça para quarta-feira são uma imagem do futuro. Rebeliões espalhadas e dispersas estão se tornando a norma. Participantes mais bem preparados se espalham pela cidade, sobrecarregando as forças policiais que sentem que não podem defender tudo ao mesmo tempo. Que movimentos queremos fazer nesse novo contexto?

Após a corrida à loja da Apple, quando as pessoas viram que seus iPhones e iPads saqueados estavam sendo rastreados e bloqueados pelos sistemas de segurança, elas os quebraram imediatamente. Derramaram suco de laranja sobre eles. Jogaram-nos nos esgotos. Uma bela demonstração de como as mercadorias são uma besteira. Destruir a anti-negritude envolve necessariamente atacar a propriedade e as relações necessárias para mantê-la, sejam elas mercadorias ou capital. A consciência negra não pode ser separada da consciência de classe.

É importante observar que essa revolta e a Revolta de George Floyd (incluindo a rebelião de Walter Wallace aninhada nela) têm diferenças importantes. Essa recente revolta foi predominantemente negra, com uma pequena participação latina no nordeste, em oposição ao caráter multirracial de 2020. Isso se alinha com a realidade de que os negros são os mais avançados na luta contra os chamados Estados Unidos. A revolta de setembro também teve um clima mais descontraído, com pouco foco na luta contra a polícia, pois os saqueadores ajudaram uns aos outros a atacar propriedades e fugir da captura. Eles pareciam ter uma atitude mais colaborativa e alegre, em comparação com a rebelião de Walter Wallace de outubro de 2020, que teve mais ceticismo e violência entre os participantes. Outra diferença interessante em relação a esses eventos foi que em setembro de 2023 os negros de várias ideologias e estilos de vida se uniram em uma insurreição. Como resultado, a revolta rejeitou um caráter político convencional, ao mesmo tempo em que manteve uma consciência negra inerente (melhor exemplificada pelo ocasional apoiador negro de Trump que se juntou ao quebra-quebra).

No segundo dia, os saques continuaram em uma capacidade menor, embora as multidões maiores que se reuniram estivessem visivelmente ausentes. Em vez disso, as pessoas usaram principalmente seus carros para fazer os saques. A polícia também estava mais preparada e mobilizada no segundo dia. Compreensivelmente, isso provavelmente significou que muito mais pessoas ficaram em casa porque a presença da polícia era muito mais intensa nas ruas.

A esquerda estava com muito medo ou desinteressada em participar da revolta preta, sendo contornada e deixada para trás pelos jovens que se organizaram por meio da mídia social. Esses grupos socialistas falam constantemente sobre a necessidade de organização. Mas os jovens negros no dia 26 estavam preparados. Eles não precisaram de nenhum organizador comunitário autodenominado na época e não precisam agora. Os saques de 26 de setembro são apenas uma forma de auto-organização que a esquerda se recusa a levar a sério. Na melhor das hipóteses, vimos análises padronizadas de que os saques são insignificantes em comparação com o roubo de salários das empresas. A WEB DuBois School of Abolition chegou ao ponto de fazer uma declaração dizendo que “não é nossa tarefa comemorar ou condenar as ações” dos saqueadores. A incapacidade (e a covardia) dos grupos de esquerda de sequer considerar a possibilidade de comemorar publicamente os ataques ao capital por parte de jovens negros demonstra uma divisão real entre o que os negros estão fazendo e o que a esquerda está fazendo. A questão de como incluir mais organizações ativistas e de esquerda é mais irrelevante do que nunca; a questão agora é como continuar a evitar a esquerda e contribuir para o crescimento de revoltas cada vez mais terríveis.

Os anarquistas se esforçaram para contribuir com a situação. Os anarquistas não só estavam presentes durante os tumultos (embora em um grau limitado), mas alguns também realizaram ataques. Embora os anarquistas tenham chegado atrasados em termos de participação intencional, um bom número de anarquistas apareceu. A segregação e o fato de estarmos em redes sociais diferentes podem ter contribuído para o atraso de nossa resposta como anarquistas. Uma proposta de ataques dispersos foi feita e seguida. Dito isso, perdeu-se uma oportunidade de elevar o moral ao priorizar o ataque atomizado em detrimento da ação em grupo. O espaço anarquista na Filadélfia está crescendo neste momento, e temperar atitudes cautelosas com incentivo e apoio pode estimular ainda mais esse crescimento. Os anarquistas não precisam se preocupar em alienar os outros com roupas monocromáticas, embora algumas marcas de roupas esportivas (Nike, Adidas e Champion eram comuns) possam ajudar bastante.

Esse momento pareceu uma abertura para revoltas em massa que estão por vir. Vamos nos preparar para a próxima vez.

– Alguns anarquistas negros na Filadélfia

Fonte: https://phlanticap.noblogs.org/notes-on-september-26th-reflections-on-looting-black-liberation-and-anarchism/

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

O gato, ao acordar,
Com um grande bocejo
Vai namorar.

Issa

[França] Nice: uma “cúpula climática” patrocinada pela Total, multinacional do petróleo

Christian Estrosi, barão indomável da direita no sul da França e prefeito de Nice, tem senso de humor. Enquanto seu campo político se alinha com os céticos do clima e incentiva o capitalismo mais destrutivo, ele organizou uma “cúpula climática” em sua cidade.

Isso é trollagem? Parece que sim. Porque esse evento, que ocorreu nos dias 28 e 29 de setembro com “mesas-redondas sobre o clima” abordando temas importantes como “desastres naturais”, “os desafios enfrentados pela agricultura” e “a guerra da água”, é patrocinado pela Total. Sim, a multinacional do petróleo que tem uma responsabilidade esmagadora pelo caos climático que está varrendo o mundo e já está matando milhares de pessoas. O logotipo da empresa aparece com destaque no site do evento.

Além disso, falar sobre “guerra da água” e “agricultura” quando, como representante eleito, você apoia ferozmente a FNSEA, o lobby da agroindústria e dos pesticidas, ou sobre “guerra da água” quando você é a favor das megabacias, não é falta de coragem.

Entre os palestrantes anunciados estavam Christian Estrosi, Renaud Muselier, presidente da região do PACA, que regularmente critica a “ultraesquerda”, e Michel Barnier, que foi ministro da Agricultura de Sarkozy.

Havia também “grandes defensores” do meio ambiente, como o presidente da empresa de pneus Michelin, o diretor do aeroporto de Nice e o diretor francês da Total Energies. Sim, é tudo verdade, não se trata de uma paródia de Gorafi.

Vale ressaltar que a Total está atualmente lançando um grande projeto de oleoduto destrutivo em Uganda e, ainda esta semana, anunciou sua intenção de aumentar ainda mais sua produção de hidrocarbonetos e combustíveis fósseis nos próximos cinco anos. Os outros patrocinadores não são melhores: o Crédit Agricole, que é um dos bancos mais climaticidas do mundo. O aeroporto de Nice Côte d’Azur, cujas emissões de CO2 e poluentes atmosféricos aumentam ano a ano…

Para decorar o evento, quatro cientistas, incluindo dois do IPCC, e um membro do Parlamento Europeu foram convidados a participar desse grande evento de greenwashing (lavagem verde), mas acabaram cancelando suas presenças para preservar sua dignidade. Assim, os políticos de direita e as empresas ecocidas puderam discutir o clima em um vácuo.

Este mundo está caminhando para o abismo, mas com uma certa ironia. A 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 28, será realizada em novembro de 2023 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A pessoa que presidirá a COP 28 é o Sultão Al-Jaber. Esse dignitário dos Emirados é o Ministro da Indústria de seu país, chefe da empresa petrolífera nacional e lobista do setor petrolífero. Sua Abu Dhabi National Oil Company decidiu aumentar maciçamente sua produção de petróleo bruto dos atuais três milhões de barris por dia para cinco milhões até 2030. E ele presidirá uma cúpula mundial sobre o clima.

Da mesma forma, em 10 de setembro de 2023, Macron escreveu nas redes sociais: “Vejo um discurso emergente que diria que poderíamos continuar a viver de forma sustentável com o petróleo e, ao mesmo tempo, ter sucesso na transição climática. Isso não é verdade”, logo após condecorar o chefe da Total. Nossos tempos são uma farsa.

Fonte: https://contre-attaque.net/2023/10/01/nice-un-sommet-sponsorise-par-total/

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Borboletas velhas?
Para que lhes serviria
a experiência?

David Rodrigues

[Grécia] Assumindo um ataque perturbador e incendiário em uma agência do Eurobank

Todos os dias o poder revela-nos a sua verdadeira face, oprimindo e saqueando as nossas vidas. Assim, em resposta, na madrugada de domingo, 24/09/2023, realizamos um ataque simultâneo, perturbador e incendiário em uma agência do Eurobank na Rua Evelpidon [Atenas].

O progresso tecnológico e a militarização dos tecidos urbanos formaram uma teia de vigilância generalizada dos nossos movimentos. Sistemas de segurança, patrulhas permanentes, forças estáveis de agentes policiais da ELAS, seleção de alvos e monitorização contínua são os métodos através dos quais o poder se desenvolve.

Outro método, que intensifica o regime do totalitarismo tecnológico, são também as novas identidades que incluem impressões digitais e dados biométricos precisos, constituindo assim mais uma flecha na tutela do sistema. Este clima de decadência e miséria é também confirmado pela nova lei “antitrabalhista”, que legaliza 13 horas de escravidão, horários “alternados” e proíbe greves. É, portanto, claro que as condições de vida nas sociedades prisionais estão se tornando cada vez mais difíceis.

Nossas mentes e corações não poderiam deixar de incluir aqueles que estão confinados nas celas da democracia burguesa, as prisões visíveis. Dentro dos muros, os prisioneiros estão travando uma luta, de máxima solidariedade, contra o novo código penal, fazendo greves de fome e racionamento.

Aqueles que não desafiam ativamente o sistema e o poder em geral são igualmente culpados pelos opressores, perpetuando assim nossa escravidão.

Propomos o contra-ataque por todos os meios até a demolição das últimas prisões, visíveis e invisíveis, e a solidariedade prática com os indivíduos que estão sob o fogo do poder.

Anarquistas

agência de notícias anarquistas-ana

Pelas vigas da ponte,
Os raios de sol
Na névoa da tarde.

Hokushi

[Espanha] Vídeo | Lançamento: Sim à guerra?

Os desenhistas: Rubén Uceda, La Rara, Calavera, Mpaink, LaRataGris, Sergi San Julian, Pablo bizarro, Santiaguete, Max Vadala, Paco Garabato, Azagra y Revuelta, Mejikano, Manolito Rastaman, Bellotero e o ator dublador Tona Aguiar; nos unimos sob a égide da Tinta RojiNegra para gritar um forte não à guerra com as únicas armas que temos: coração e desenhos.

Para isso, mandamos para a guerra essas pessoas pouco representativas que a promovem, para ver se elas refletem (isso não acontecerá).

>> Veja o vídeo (03:11) aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=B2FklmwVdvQ

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desfaz-se, inútil,
velho ninho de pássaros…
ao vento — vazio…

Yá-Yá

[Joinville-SC] Lançamento “Marcas Libertárias”

O Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira, convida para o lançamento do nosso livreto “Marcas Libertárias: episódios anarquistas em Santa Catarina (1841-2011)” em Joinville.

Dia 7 de outubro, 15h, no Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz, na Rua Plácido Olímpio de Oliveira, 660 – Bucarein.

Sobre o livreto:

“Marcas Libertárias: episódios anarquistas em Santa Catarina (1841-2011)” é resultado de anos de pesquisa de nossa militância consultando jornais operários, trabalhos acadêmicos e memórias de antigos militantes. São 41 episódios que retratam a presença libertária entre os povos oprimidos e as lutas de Santa Catarina.

São fragmentos como as comunidades inspiradas no socialismo de meados do século XIX; os jornais anarquistas que circulavam entre trabalhadoras na região do Contestado; a fundação de espaços como a Liga Operária, viva até hoje no Centro de Florianópolis; as ações anarcopunks; e as iniciativas do início do século XXI para retomar a relevância anarquista nos movimentos sociais. Em tempos onde a extrema-direita parece tão confortável em solo catarinense, queremos lembrar que esse território sempre teve e continuará tendo muita rebeldia!

www.cabn.libertar.org

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estou meio tonto
descobri, ontem, dormindo
que morre-se e pronto

Bith

Convocatória | I Festival Internacional de Cinema Anarquista de Porto Alegre (RS)

É com muita satisfação que anunciamos a convocatória (que já estava rolando antes) para o I Festival Internacional de Cinema Anarquista de Porto Alegre (RS). Estamos recebendo materiais audiovisuais, inscrições para apresentações musicais, teatrais, exposição de todas as formas dentro das Artes Visuais, bancas de materiais e oficinas dentro da proposta do evento. As inscrições vão até o dia 21 de outubro.

As inscrições são feitas através do e-mail: festivaldecineanarquistapoa@tutanota.com

Enviar material ou link de acesso para sua visualização, a possibilidade de estar presente nos dias do evento, lugar/região onde o material foi realizado e algum material para divulgação (imagem).

O Festival Internacional de Cinema Anarquista vai rolar nos dias 11 e 12 de novembro, na cidade de Porto Alegre, território dominado pelo estado brasileiro. Local ainda a confirmar, logo teremos mais informações.

Salud y Anarkia! (A)

agência de notícias anarquistas-ana

arco-íris no céu.
está sorrindo o menino
que há pouco chorou

Helena Kolody

[Grécia-França] Fim de toda perseguição ao anarquista Libre Flot

Em 3 de outubro, começa o julgamento do militante anarquista Libre Flot, baseado em uma acusação fraudulenta, com o objetivo de difamar as lutas que ele travou, sua aniquilação política e sua neutralização física. A polícia antiterrorismo (DGSI), bem como as autoridades judiciais francesas, estão tentando vinculá-lo ao ISIS (embora saibam claramente que ele fazia parte das forças curdas do YPG), fotografá-lo como terrorista islâmico, sem absolutamente nenhuma evidência, e acusá-lo de dirigir e participar de uma organização criminosa. Recentemente, enquanto esteve em prisão preventiva em prisões francesas em confinamento solitário por 15 meses, ele iniciou uma greve de fome para ser libertado. Após 37 dias de greve de fome e enquanto ações de solidariedade internacional estavam em andamento, Libre Flot foi libertado sob condições estritas de supervisão enquanto aguardava julgamento.

Nas condições atuais, em que o totalitarismo moderno tenta impor a opressão, a exploração e a guerra como as únicas condições viáveis de vida, o exemplo dos companheiros que lutaram e estão lutando em Rojava tem a dimensão da expressão material da revolução que imaginamos, em um processo em que curdos, assírios, turcomanos, armênios, turcos e ocidentais, mulheres e homens, lutadores com diferentes pontos de partida, lutam e constroem. Pelo contrário, o Estado francês está tentando criminalizar tanto os combatentes que lutaram ao lado dos curdos contra o ISIS quanto suprimir a luta contra a barbárie estatal e capitalista, a luta que tem como bússola a libertação social e a construção de uma sociedade de igualdade, justiça e liberdade.

De nossa parte, como anarquistas, nos solidarizamos com a justa luta travada pelo Libre Flot, bem como por muitos outros militantes que enfrentam táticas repressivas, e enviamos um punho erguido, o dos oprimidos de todo o mundo, que derrubará o mundo falido do poder estatal e do capitalismo.

SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA, ORGANIZAÇÃO E LUTA PELA REVOLUÇÃO SOCIAL MUNDIAL

Organização Política Anarquista – Federação de Coletivos

Fonte: https://www.landandfreedom.gr/el/agones/1370-gr-eng-paysi-kathe-dioksis-tou-anarxikoy-libre-flot

Tradução > Contrafatual

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Imóvel, o gato,
olha a flor de laranjeira.
Eu olho o gato.

Jorge Lescano

[Argentina] Novo “Atlanticazo por um Mar Livre de Petrolíferas” | O Mar não se vende, se defende!

Desde Gana, na África Central, zarpou até Mar del Plata o navio BGP Prospector para realizar a exploração de petróleo off shore na Bacia Norte da Argentina, a 300 quilômetros da costa atlântica da província de Buenos Aires. É por isso que as organizações ambientais reunidas na Rede de Comunidades Costeiras e nas Assembleias por um Mar Livre de Empresas Petrolíferas desde Ushuaia a Buenos Aires, estão convocando um novo “Atlanticazo” para o dia 4 de outubro em diferentes partes do país para impedir a exploração sísmica. “Participe de onde quer que você esteja para fazer parte da defesa do mar, para gritar bem alto: O Mar não se vende, se defende!

O navio BGP Prospector, contratado para realizar o bombardeio de “exploração sísmica”, está a caminho de nosso país. Diretamente de Montevidéu, o navio com bandeira das Bahamas, com 100 metros de comprimento e 24 metros de largura, construído em 2011, viajará para a zona CAN-100, perto do poço Argerich, a 320 quilômetros da costa de Mar del Plata.

Organizações ambientais estão convocando um novo “Atlanticazo” para o dia 4 de outubro em diferentes cidades do país.

“Isso não aparece na grande mídia, ou o que é pior, esse avanço do petróleo é comemorado pelos governos nacional e provincial. Por esse motivo, um novo #Atlanticazo está sendo organizado em todo o país pela Rede de Comunidades Costeiras e pelas Assembleias por um Mar Livre de Petrolíferas desde Ushuaia a Buenos Aires.

Compartilhamos os diferentes pontos onde isso ocorrerá:

CABA: Do Congresso até a Casa da Província de Buenos Aires 17h00
MAR DEL PLATA: Em La Rambla 17h00
NECOCHEA: Ponte suspensa 11h00
BAHÍA BLANCAUNS 12 de outubro
SAN JUAN 17h30
PUERTO MADRYN: Fonte da Rambla 18h00
MENDOZA: Portões do Parque 12h00
USHUAIA: Sinal de Ushuaia às 17h00 e mobilização para o porto às 17h30min.

Resto do mundo: Noruega, Espanha, Holanda, Indonésia, Venezuela, Colômbia, México, Equador, México, Brasil, Bolívia e Panamá.

“Junte-se de onde você estiver para fazer parte da defesa do mar, para gritar bem alto que: O Mar não se vende, se defende!”, concluíram as assembleias ambientais.

Fonte: https://www.anred.org/2023/09/30/nuevo-atlanticazo-por-un-mar-libre-de-petroleras

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velho caminho
sol estende seu tapete de luz
passos de passarinho

Alonso Alvarez

 

Lançamento: Liev Tolstói | A Escravidão Moderna

A escravidão dos homens é uma consequência das leis que foram estabelecidas pelos governos. Ora para libertar os homens há apenas um único meio: Destruir os governos!“. Tolstói em ‘A Escravidão Moderna’ (1900).

Acabamos de reeditar essa obra clássica de Liev Tolstói, publicada orginalmente em 1900, e que teve grande impacto no contexto do surgimento do sindicalismo revolucionário no Brasil. Praticamente todos os periódicos operários, anarquistas & anticlericais brasileiros que tinham serviço de livraria, possuíam esse título em seu catálogo. ‘A Escravidão Moderna’ apresenta uma crítica contundente à propriedade privada dos meios de produção e consumo, à violência estatal, às leis burguesas e ao próprio Estado. No decorrer do livro, o autor sustenta a ideia que em nossa sociedade a classe trabalhadora está submetida a uma verdadeira escravidão, que precisa ser abolida!

“A Escravidão Moderna”, de Liev Tolstói, formato 14 x 21 cm, 192 páginas, lançado originalmente em 1900. Nessa versão, acompanha um texto do professor Amir El Hakim de Paula e outro do Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (NELCA) + diversas ilustrações. Preço 45 reais, já incluindo as despesas postais. Para adquirir é simples: após efetuar o pagamento, nos informe para qual endereço (com CEP) o livro deve ser enviado.

Pagamento pelo pix: nelca@riseup.net

A venda desses livros ajuda na manutenção do espaço da Biblioteca Carlo Aldegheri no Guarujá/SP. Colabore adquirindo os livros e/ou compartilhando essa postagem!

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O amanhecer,
Só cinco folhas douradas
No topo da Árvore

Rodrigo Vieira Ribeiro

[EUA] NYC: Manifestantes do Stop Cop City interrompem cerimônia de premiação que ‘homenageia’ o governador da Geórgia, Kemp

Relatório sobre a recente manifestação em solidariedade à resistência contínua à Cop City na chamada cidade de Nova York.

Na quarta-feira (27/09), interrompemos um evento organizado pela Korea Society, da época da Guerra Fria, em homenagem ao governador da Geórgia, Kemp, no Plaza Hotel.

Kemp é um dos maiores defensores da destruição da Weelaunee Forest de Atlanta para a construção da Cop City. Ele esclareceu que não tolerará resistência ao projeto amplamente criticado. Ele apoiou o assassinato de Tortuguita, as acusações politizadas de RICO e terrorismo contra os Defensores da Floresta e a supressão do referendo em Atlanta. Ele foi premiado por atrair indústrias coreanas, especialmente corporações como a Kia e a Honda, para o estado da Geórgia, prometendo-lhes baixa sindicalização. Desde a genocida Guerra da Coreia, grupos como a Sociedade Coreana justificam a manutenção de uma fronteira militarizada que separa o povo coreano e preserva uma constante ameaça de guerra. Em solidariedade aos rebeldes de Atlanta, aos prisioneiros políticos, aos trabalhadores do UAW, àqueles que desafiam todas as fronteiras e aos policiais que as guardam, e a todos que desprezam Kemp, nos reunimos para garantir que ele e aqueles que o homenageiam não comemorassem em paz.

Nós nos reunimos no hotel de luxo quando os participantes chegaram, lendo uma declaração exigindo a retirada das acusações contra os participantes da luta Stop Cop City, os participantes da revolta de 2020 e o caso racista RICO contra os registros da YSL. Nós cantamos “Free Frankie! Free Victor!”, exigindo que Francis “Frankie” Carrol e Victor Puertas fossem libertados imediatamente da custódia.

Enquanto os participantes chegavam, garantimos que eles soubessem que Kemp era desonroso e tinha sangue em suas mãos pelo assassinato de Tortuguita. Os companheiros levaram a mensagem para dentro do hotel antes de a polícia de Nova York nos empurrar de suas barricadas, prendendo brutalmente três companheiros, comprovando a violência do policiamento e mostrando por que não se pode permitir que a Cidade dos Policiais seja construída em qualquer lugar que seja proposto.

Os participantes ouviram nossos gritos de “No Cop City!” e “Viva Viva Tortuguita” enquanto jantavam. Distribuímos centenas de panfletos, explicando nossa presença a um apoio generalizado. Quando sentimos que nossa mensagem havia sido ouvida o suficiente, muitos foram até a 7ª Delegacia para garantir a libertação segura de nossos companheiros. Antes de irmos embora, avisamos Kemp e seus apoiadores que nunca deixaríamos de divulgar a mensagem para salvar a floresta de Weelaunee e deter Cop City.

Fonte: https://itsgoingdown.org/nyc-stop-cop-city-protesters-disrupt-awards-ceremony-honoring-georgia-governor-kemp/

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agência de notícias anarquistas-ana

Ao perder as flores
Com o templo se confunde
A cerejeira.

Buson

[Reino Unido] Fogos de artifício na HMP Bristol para o anarquista Toby Shone

Os anarquistas se reuniram na HMP Bristol na sexta-feira, 21 de setembro, às 20 horas. Ao escurecer, fogos de artifício foram lançados sobre a prisão para protestar contra a nova prisão do anarquista Toby Shone e para que ele soubesse que nunca está sozinho.

Uma unidade policial armada prendeu Toby enquanto dirigia para Gloucester às 9 horas da manhã de terça-feira, 19 de setembro. Ashley Fussell, da National Security Division, South West, aparentemente ordenou a prisão. A unidade policial armada está sediada em Bamfurlong, Gloucestershire, e esteve envolvida na prisão original de Toby em novembro de 2020.

Toby foi preso e levado de volta à prisão por suposta violação das condições da licença. Ele é acusado de ter um telefone não autorizado e de participar de um jantar “antiestado” e de uma noite de redação de cartas para prisioneiros anarquistas realizada pela Bristol Anti-Repression Campaign no BASE Social Centre em agosto. Essas supostas violações aparentemente justificaram a prisão por uma unidade antiterrorista armada. Os policiais querem que ele cumpra o restante de sua sentença, o que significa que ele não será libertado até 11 de novembro de 2024.

Toby tinha acabado de ser liberado das instalações da Approved Premises em Gloucester, onde foi forçado a viver desde que saiu da prisão no final de dezembro do ano passado. A liberdade condicional não podia mais justificar a manutenção de Toby lá sob toque de recolher extremo, pois o albergue precisava do quarto e também não entendia por que ele ainda estava lá. Ele estava em seu novo apartamento na Forest of Dean há apenas 9 dias.

Você pode enviar livros e cartas para Toby em:

Toby Shone A7645EP
HMP Bristol
19 Cambridge Road
Bristol BS7 8PS

Doações para seu fundo de apoio podem ser feitas para The Bottled Wasp, que pode ser encontrado em brightonabc.org.uk/bottledwasp.html

Fogo nas prisões!

Alguns anarquistas

Tradução > Contrafatual

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agência de notícias anarquistas-ana

A pereira em flor —
No antigo campo de guerra,
A casa em ruínas.

Shiki

[São Paulo-SP] “Espontaneísmo no anarquismo: uma potência para a organização?”

Quando? Sábado, 07/10 (16h-18h)

Onde? Sede do Centro de Cultura Social de SP (Rua Gal. Jardim, 253, sala 22, Vila Buarque – São Paulo)

Haverá intérprete de Libras. Evento aberto, gratuito, não necessita de inscrição, basta comparecer. Crianças são bem-vindas ao CCS!

Sobre o tema:

Aproveitando o fato de que outubro é o mês das crianças, resolvemos abordar a crítica contra o anarquismo que associa sua proposta de ausência do governo de um Estado a uma ideia ingênua, pueril, “infantil”. Impossível não lembrar do texto de Lênin, que chama o anarquismo de “doença infantil do comunismo”, “incapaz de manifestar serenidade, espírito de organização, disciplina e firmeza”. Se a revolta contra o poder dominador é uma característica que o anarquismo e a infância compartilham, acreditamos que esta deveria ser celebrada. Ao mesmo tempo, buscamos problematizar discursos políticos que opõem a espontaneidade à organização. Por isso, propomos uma discussão em torno do papel do espontaneísmo no anarquismo.

Sugerimos para esse encontro duas leituras: o texto de Murray Bookchin, “Sobre Espontaneidade e Organização” (1974), no qual o autor fala da “espontaneidade” como sendo diferente de “impulsividade”, mas um “comportamento, sentimento e pensamento que está livre de constrangimentos externos, de restrições impostas.” E indicamos como texto complementar o artigo da escritora e ativista Marina Sitrin, “O Espírito Anarquista”, publicado em 2015 na Disent Magazine, e traduzido pelo GEAFM. Ela comenta como os movimentos populares de todo o mundo têm se oposto à hierarquia e buscado formas de organização autônomas, baseadas no afeto e na confiança, para resolver seus problemas de moradia, direito à terra, à saúde e outras pautas sociais.

agência de notícias anarquistas-ana

Dança da mulher molhada
Ao vento o galho
Orvalho nas pétalas.

Silvia Mera