[Grécia] Protestos e confrontos marcam aniversário de morte de Alexandros Grigoropoulos

A polícia grega deteve pelo menos 35 pessoas em Atenas e na cidade de Tessalônica na noite desta terça-feira (06/12), depois de protestos nessas cidades para marcar o 14º aniversário da morte do adolescente anarquista Alexandros Grigoropoulos pela polícia.

Milhares de manifestantes marcharam pelas ruas em ambas as cidades em um protesto  contra a brutalidade policial no aniversário da morte de Grigoropoulos, de 15 anos, em uma rua de Exarchia, Atenas, em 2008, cuja morte desencadeou uma rebelião sem precedentes em território grego.

Naquela ocasião, horas depois que Grigoropoulos foi baleado, milhares foram às ruas incendiando carros, atacando bancos e quebrando vitrines. O policial do caso foi condenado à prisão perpétua, mas foi libertado por uma outra instância da Justiça.

Em ambas as cidades, os manifestantes lançaram coquetéis molotov e sinalizadores contra a tropa de choque, que respondeu com gás lacrimogêneo.

Os protestos tiveram outra motivação: membros da comunidade cigana em Tessalônica entraram em confronto com a polícia por causa de um ataque a tiros contra um garoto cigano de 16 anos. Ele ainda está hospitalizado.

>> Vídeo mostra coquetel molotov atingindo policial durante os protestos em Tessalônica, clique aqui para ver:

https://www.youtube.com/watch?v=gXJZy-mOa8A

agência de notícias anarquistas-ana

no contorno do gato
um ponto negro no dorso
dorme –

Krzysztof Karwowski

[Grécia] Anarquistas reivindicam ataque a diplomata italiana em Atenas

Grupo incendiou automóvel de Susanna Schlein

Um grupo de anarquistas gregos reivindicou nesta quinta-feira (08/12) o ataque contra dois carros da primeira conselheira da embaixada da Itália em Atenas, Susanna Schlein, ocorrido em 2 de dezembro.

A organização se chama “Núcleos de Vingança Carlo Giuliani”, nome que faz referência a um jovem anarquista italiano morto pela polícia durante protestos contra uma cúpula do G8 em Gênova, em 2001.

Segundo o grupo, o ataque foi um “ato de solidariedade” com o anarquista italiano Alfredo Cospito, preso em regime de isolamento em seu país por atentados contra um quartel da Arma dos Carabineiros, em 2006, e contra o então CEO da empresa Ansaldo Nucleare, Roberto Adinolfi, em 2012.

“Companheiro, para aqueles que querem te sepultar, jamais te esqueceremos”, disse a organização anarquista grega. Cospito está em greve de fome para protestar contra o “41 bis”, regime de isolamento normalmente reservado a expoentes da máfia.

Na madrugada de 2 de dezembro, um carro da diplomata Susanna Schlein foi incendiado por um coquetel molotov em Atenas, na Grécia. Acordada pela explosão, a italiana encontrou mais um artefato explosivo perto de outro automóvel, mas o objeto não foi detonado.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

casa na neve
odores vindos de longe
o céu como teto

Célyne Fortin

[Grécia] Levamos um mundo novo em nossos corações, mas não apenas nele!

Anúncio de despejo da okupa Mundo Nuevo

A revolta de dezembro fez soar os sinos de alarme na sede do poder. A adaptação da estratégia estatal às condições de crise e resistência popular militante moldou a doutrina do controle total e da contra insurgência preventiva. A escalada do terrorismo de Estado incluiu uma série de processos: a ascensão do fascismo/nazismo, campos de concentração para imigrantes e seus assassinatos nas fronteiras, a desvalorização total da vida dos trabalhadores, o desmantelamento da saúde pública, leis que restringem manifestações e greves, o controle da vida universitária, e muito mais. A ação repressiva do Estado também culmina no ataque aos espaços ocupados e ao movimento anarquista. O governo atual, continuando e melhorando o trabalho de todos os anteriores, inicialmente expôs suas intenções com o ultimato de Chrysochoidis de atacar todos os espaços ocupados. Quando percebeu que a estratégia de um atentado único produzia muito mais aglutinação do que medo, abandonou-a, mudou o chefe do Ministério da Repressão e embarcou em golpes graduais por todo o país.

A orientação política do governo é óbvia e se torna ainda mais clara quando nos damos conta de quem ele está visando no período que antecede as eleições: exclusivamente a extrema direita e os setores mais atrasados da sociedade, aqueles que estão longe de qualquer processo de mobilização social e que são informados exclusivamente pela mídia controlada. Parte deste ataque foi o despejo de nossa okupação “Mundo Nuevo” na manhã de segunda-feira, 28 de novembro, alguns dias após 7 anos de sua criação e também alguns dias antes do aniversário de 6 de dezembro.

Diz-se frequentemente que estes ataques são feitos apenas para fazer cócegas ou para mudar a agenda política e desviar a atenção de escutas telefônicas, escândalos, expulsões, empresas off-shore de deputados, seu envolvimento em redes pedófilas e muitas outras coisas milagrosas que vieram à tona recentemente. Embora isto possa ser verdade até certo ponto, em nossa opinião é apenas um efeito colateral e não a causa da fúria dos perseguidores. O Estado ataca as okupas porque são estruturas de luta que suportam a resistência social e de classe de forma prática e dinâmica, formam consciência, dão espaço e meios a uma parte da juventude e outros grupos sociais para se expressar, para socializar, para lutar. Elas constituem um problema político muito grande para qualquer governo, uma ferida aberta à instituição da propriedade na qual o Estado e o mundo capitalista de hoje se baseiam.

Escrevemos com muita frequência sobre o que são as okupas e nos referimos a bibliotecas, teatro, cinema, eventos políticos e culturais, concertos e muito mais. E, é claro, é tudo isso ao mesmo tempo. Afinal, como poderia haver militantes sociais sem suas canções, apresentações, discursos e livros? Desde que tenhamos identificado nossa vida diária com a luta por um mundo melhor, tudo isso é evidente por si mesmo. Assim como o fato de que Mundo Nuevo também foi literalmente o lar de muitos de nós que lá residimos. Mas, além de tudo isso, Mundo Nuevo é a grande casa do Anarquismo Organizado, é a casa política de nossos planos para organizar a resistência, para nossa intervenção mais eficaz para derrubar a estrutura de poder existente. No espaço ocupado, moldamos nossa concepção da luta, nossa intervenção nas esferas sociais, organizamos nossa ação nas universidades, promovemos iniciativas estudantis, apoiamos a resistência dos trabalhadores, decidimos nos estender aos bairros. Foi assim que contribuímos para as grandes explosões como a dos estudantes do reitorado ocupado, como organizamos o 3º festival libertário que incomodou tanto o governo que decidiu dissolvê-lo correndo o risco de matar os frequentadores do concerto. Da ebulição com os camaradas, conseguiu-se que as bandeiras negra e vermelha da Anarquia não faltem em nenhuma mobilização dos últimos anos, enquanto os blocos libertários são cada vez mais densos, a ponto de as numerosas e reforçadas forças de repressão serem incapazes de cercá-los, de eliminá-los.

Assim como eles não podem nos eliminar. O que semeamos há tantos anos no Mundo Nuevo já criou raízes. Todas as manifestações o dizem, para Pavlos e Alexis, para o dia 17 de novembro e a libertação das mulheres, para a escassez, para as greves militantes, para os estudantes combatentes. Estas coisas os líderes do Estado e os apologistas do governo sabem muito bem, eles sabem que é o movimento radical e anarquista, as resistências populares que colocaram sérios obstáculos em seu caminho no processo de destruição e saque de nossas vidas, como nenhum partido, nenhuma oposição, oficial ou não, tem feito. Nea Smyrni, o reitorado ocupado da Universidade de Aristóteles, as grandes manifestações e o contato de milhares de pessoas com as políticas e ações radicais os abalaram e assustaram novamente. E é novamente o fantasma de dezembro que eles têm que exorcizar. É por isso que eles nos venceram.

Sim, é claro, sempre tivemos e ainda temos um mundo novo em nossos corações, mas ele não está apenas lá. Mas no que já fizemos, no que já foi criado e entrou no vasto e enfurecido rio da liberdade que chamamos de Anarquia. Camaradas, jovens e velhos, continuam a luta incessantemente e isto é o que certamente continuaremos a fazer. Antes de mais nada, retomando o Novo Mundo. A luta pela recuperação acaba de começar e convocamos todo o movimento nacional e internacional a apoiar esta causa, pois não se trata apenas de nós, mas de todo o movimento radical, anarquista e de okupas. Ao mesmo tempo, alertamos o conselho municipal de Thermi para não ser o portador do governo de violência e autoritarismo e para expulsar de sua mente os pensamentos de uma suposta “exploração”, que, além do resto, são mentiras óbvias, enquanto as próprias autoridades policiais já causaram sérios danos ao edifício, enquanto o isolaram completamente com toneladas de chapa metálica.

Exortamos todas as organizações radicais, grupos e coletivos, iniciativas de mulheres, sindicatos, grupos e associações de estudantes universitários, associações de estudantes escolares a emitir declarações condenando a invasão e a evacuação, exortamos todas as pessoas progressistas da cidade a permanecerem conosco contra o terror e a imposição do Estado. Nunca iremos recuar: a vitória será nossa.

P.S. Quarenta e quatro (44) bandeirolas foram o que os policiais disseram que encontraram dentro do Mundo Nuevo. Isso não é nada, nem mesmo um milímetro do que temos feito para estar com os oprimidos deste mundo.

Okupa Mundo Nuevo |

Coletivo para o Anarquismo Social “Preto e Vermelho”

(membro da ORGANIZAÇÃO POLÍTICA ANARQUISTA)

Tradução> Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/11/29/grecia-video-tessalonica-marcha-contra-o-despejo-da-okupacao-mundo-nuevo/

agência de notícias anarquistas-ana

um gato no telhado
para os pardais novos
que alvoroço!

Rogério Martins

Vocês já conhecem o Acervo Punk?

Pessoas inspiradas pela prática do “Faça Você Mesmo” (Do it yourself – DIY), começaram esse trabalho de digitalização, catalogação e disponibilização virtual da Coleção Movimento Punk, preservado no Centro de Documentação e Informação Científica (CEDIC) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Este material digital é parte de um longo trabalho coletivo iniciado por Antônio Carlos de Oliveira, que, juntamente com outras pessoas, se preocupou em preservar, divulgar e estabelecer contatos entre as produções, memórias e resistências punks. Nosso intuito é ampliar o acesso desse material para futuras pesquisas e a circulação do conhecimento.

Visite: www.acervopunk.com.br

Apoio: Centro de Cultura Social, PUC-SP, IFCH-Unicamp, CIEC, Fapesp, Punk Scholars Network Brasil e Acervo Formiga.

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/11/29/lancamento-do-acervo-punk/

agência de notícias anarquistas-ana

As flores na árvore
Esperam de branco
O fruto

Eugénia Tabosa

[Espanha] CNT denuncia que Agrupa Adra fechou deixando os trabalhadores em um limbo legal

A empresa deixa centenas de trabalhadores sem emprego e sem remuneração.

Agrupa Adra S.A., a empresa mais importante do município em termos de rotatividade e emprego no setor de frutas e legumes, deixou sua força de trabalho sem atividade. Ela o faz sem rescindir os contratos de trabalho, deixando cerca de cem trabalhadores no limbo legal. Eles não foram demitidos, mas a empresa não lhes fornece trabalho. Eles não podem procurar outro emprego ou solicitar o subsídio de desemprego, caso contrário perderão o direito a futuras indenizações. Muitos funcionários, homens e mulheres, com muitos anos de antiguidade na empresa, estão entre a cruz e a espada, e só veem um futuro negro e um calvário judicial à sua frente.

Da CNT instamos o pessoal a canalizar legalmente esta situação de trabalho, já que estamos à beira de um processo de insolvência procurado deliberadamente pelo conselho de administração da empresa. Eles se preocuparam muito pouco com a incerteza e angústia que esta gestão desastrosa vai causar entre os empregados.

A CNT também lamenta o silêncio do Conselho Municipal de Adra e do Ministro Regional da Agricultura da Andaluzia, que conhece bem a localidade. Não se passaram muitos meses desde sua última visita institucional à empresa, que eles elogiaram por sua gestão. Por enquanto, ambos permanecem em silêncio sobre a situação de centenas de trabalhadores e suas famílias que ficam sem pagamento, sem indenização por demissão e sem a possibilidade de requerer o subsídio de desemprego, presos em um tortuoso limbo legal.

A CNT incentiva a mobilização da força de trabalho. Disponibilizamos seu escritório de assessoria jurídica às pessoas afetadas para informá-las sobre os passos a serem tomados nesta área e convocou uma reunião de informação para este fim, na próxima segunda-feira 12 às 17h30 na sede da central anarcossindicalista em Adra. É necessário tomar medidas. Para a CNT, esta é uma situação que foi criada irresponsavelmente por poucos e já está sendo paga pelos mais vulneráveis: os trabalhadores da empresa.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/cnt-denuncia-que-agrupa-adra-cierra-dejando-en-un-limbo-legal-a-la-plantilla/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Grito da sineta
na última aula. Alegria.
Depois o silêncio.

Alexei Bueno

 

[Espanha] A CNT encerra seu XII Congresso

Hoje, terça-feira 6 de dezembro, terminou o 12º Congresso da CNT em Canovelles (Catalunha).

Mais de 200 delegados de 42 sindicatos diferentes dos quais a Confederação é composta, vieram de toda a Península Ibérica.

O Congresso correu sem problemas e resultou em uma CNT mais coesa em torno de seus objetivos de transformação social. Em todos os momentos houve uma solidariedade unânime com as companheiras condenadas no caso da La Suiza (Xixón), que em breve poderão se encontrar na prisão por simplesmente praticarem o sindicalismo em defesa de uma trabalhadora despedida.

Durante os cinco dias do Congresso, foram debatidas apresentações sobre Ação Sindical, Cultura e Comunicação, Ação Social, Regulamentação Orgânica, Patrimônio e Novas Tecnologias. As sete comissões de reformulação que funcionaram facilitaram a obtenção de acordos, como a CNT prevê em sua metodologia de congresso, já que estes mecanismos facilitam o consenso coletivo.

Foi acordado criar ferramentas em nível confederal para resistir a longas greves que possam surgir em disputas trabalhistas. Os regulamentos orgânicos foram aperfeiçoados e foram estabelecidas linhas de trabalho para a coordenação internacional através da CIT (Confederação Internacional do Trabalho). A questão do cuidado também foi incorporada para garantir a participação efetiva em todos os tipos de reuniões organizacionais.

Assim como a criação de ferramentas de treinamento que nos permitem vincular o sindicalismo à proteção ambiental e nos preparar para o cenário de crise energética e climática que se aproxima.

Finalmente, o plenário do Congresso concordou que a atual Secretaria Permanente com sede em Madri continuará a exercer suas funções por mais um ano.

O Secretário Geral Antonio Diaz da CNT parabenizou os participantes pelo trabalho e esforço realizado durante todo o congresso e deu lugar a um encerramento emocional com o hino anarquista “A las barricadas”.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/c-n-t-cierra-su-xii-congreso/

Tradução > Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/12/02/espanha-2-a-6-de-dezembro-xii-congresso-confederal-da-cnt/

agência de notícias anarquistas-ana

árvore sozinha
a primavera
me cobre de folhas

Ricardo Portugal

[São Paulo-SP] “O que é anarquismo e perspectivas na atualidade”

No dia 17 de dezembro de 2022, sábado, às 16 horas, na sede do Centro de Cultura Social (CCS) de São Paulo, na rua General Jardim, número 253, sala 22, Vila Buarque (próximo ao metrô República) será lançado a nova edição do livro “Sobre o anarquismo” de Nicolas Walter, com prefácio de Colin Ward. Essa edição é uma publicação em conjunto dos coletivos Biblioteca Terra Livre, Centro de Cultura Social e Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri.

Na ocasião será realizada uma conversa sobre o livro na qual serão expostos, de forma didática, os princípios elementares do anarquismo e discutiremos coletivamente as perspectivas para as práticas libertárias na atualidade. Quer conhecer mais sobre a ideologia anarquista? Quer conversar sobre as possibilidades do anarquismo na atualidade? Compareça e construa esse evento conosco!

Sobre o anarquismo. Nicolas Walter. 2022. CCS/SP, BTL, NELCA/Guarujá.

Hoje, a palavra anarquismo inspira medo e fascinação. Mas poucas pessoas entendem o que os anarquistas acreditam, o que os anarquistas querem e o que os anarquistas fazem. Este incisivo ensaio enfoca o anarquismo como uma pragmática filosofia política. Esta nova edição do clássico escrito do anarquista inglês Nicolas Walter, escritor, jornalista e ativo militante contra o poder e o Estado, foi frequentemente reimpresso e traduzida para vários idiomas, incluindo o francês, espanhol, japonês, sérvio-croata, chinês, polonês e russo.

É um ótimo livro para os que querem revisitar o tema e excelente para aqueles que se iniciam nas leituras e práticas do movimento anarquista.

https://bibliotecaterralivre.noblogs.org/

http://ccssp.com.br/portal/

instagram.com/bibliotecanelca

agência de notícias anarquistas-ana

O dia já tarde
festeja a alegria
nas bolhas do guaraná

Winston

[Espanha] Desafios enfrentados pela CNT após seu 12º Congresso

Os novos desafios, como algumas das afiliadas apontam, são construir, como diz o slogan do Congresso, este “novo sindicalismo” e colocá-lo a serviço da classe trabalhadora para fazer da CNT uma ferramenta chave para ganhar força no local de trabalho e, ao mesmo tempo, continuar a crescer em filiação e militância.

É muito importante para a CNT desconstruir práticas hierárquicas e autoritárias e criar espaços onde elas sejam aplicadas para que as pessoas saibam como utilizá-las em assembleias e de forma horizontal.

Como imperativo, é essencial que a CNT se apegue a suas táticas, princípios e objetivos e alcance a libertação integral do ser humano.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/retos-a-los-que-se-enfrenta-la-cnt-tras-su-xii-congreso/

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/12/02/espanha-2-a-6-de-dezembro-xii-congresso-confederal-da-cnt/

agência de notícias anarquistas-ana

treme um haicai
na ponta da espada
de um samurai

Sandra Santos

A maçonaria e o anarquismo na Espanha entre os séculos XIX e XX

Por Eduardo Montagut

Os libertários espanhóis proeminentes pertenciam à Maçonaria. Muitas dessas figuras tinham muitos pontos em comum com a Ordem, tais como tudo relacionado ao livre pensamento e à fraternidade universal, bem como o fato de não pertencerem a organizações de qualquer tipo e, portanto, não poderem gerar possíveis incompatibilidades como poderia ocorrer com o socialismo ou o comunismo, que eram muito mais estruturados. Víctor Guerra, por sua vez, considera que esta relação foi baseada em dois fatores. Primeiro, por causa da natureza anticlerical da Maçonaria e, segundo, por causa do que ele chama de “visão secularizada do messianismo de ambos os grupos, que os leva a forjar laços a fim de se constituírem como uma alternativa totalizante”, e que ambos beberiam da fonte do Iluminismo.

Assim, Rafael Farga Pellicer, Anselmo Lorenzo, Fermín Salvoechea e Ferrer i Guardia foram exemplos proeminentes de homens que abraçaram as ideias libertárias e foram maçons libertários. Frank Mintz explica no caso da Ferrer i Guardia que seu status como maçom o levou a defender uma espécie de sindicato entre a burguesia ateísta de esquerda e o movimento operário.

Na véspera da Guerra Civil, assim como o socialismo de Madri estava debatendo a incompatibilidade de pertencer ao Partido e ser maçom, o Congresso de Zaragoza da CNT aprovou uma resolução proibindo os maçons de ocupar cargos. Em qualquer caso, havia um número significativo de anarcossindicalistas que eram maçons, como Manuel Fabra, para dar um exemplo de uma figura ativa. Mas note que a questão surge quando existe uma organização, neste caso um sindicato, portanto, a questão da incompatibilidade poderia ser levantada. Nem parece que foram gerados conflitos de consciência, algo que aconteceu com os comunistas maçônicos.

Na FAI, a relação com a Maçonaria também foi debatida em meio à guerra civil. A este respeito, a controvérsia ocorrida no Grupo Orto em junho de 1937 é extremamente interessante. Duas posições se chocaram, embora, para dizer a verdade, nenhuma resolução tenha sido alcançada no final. Para alguns dos primeiros intervenientes, não só a filiação a ambas as organizações não era incompatível, mas até mesmo os camaradas preparados eram encorajados a se filiarem à Maçonaria, pois dessa forma aprenderiam muitas questões sobre quem estava puxando os cordões da política internacional, demonstrando uma concepção baseada em um dos mais proeminentes preconceitos sobre a Maçonaria, e que, como sabemos, era compartilhada por setores ideológicos muito distantes da esquerda. Neste debate, Eleuterio Quintanilla, líder anarquista que havia sido maçom, assim como educador e discípulo de Ricardo Mella, falou sobre o caráter da maçonaria, defendendo a compatibilidade dos dois mundos, dando exemplos de anarquistas que foram maçons. Niceto de la Iglesia, por sua vez, teve uma visão contrária porque não entendia como os anarquistas podiam coexistir com os maçons que na vida política e social haviam tido um desempenho desastroso, provavelmente em referência aos políticos e empresários. O debate continuou entre os dois, mas o Grupo decidiu que, por enquanto, nenhuma decisão seria tomada.

Sobre a Maçonaria e anarquismo na Espanha, e sem intenção de exaurir o tema, podemos consultar as seguintes obras:

P. Sánchez i Ferré: “Maçoneria, anarquisme i republicanisme, em V.V.A.A. I Jornades sobre Moviment Obrer a l’Arús, Barcelona, 1991, págs. 31-38; do mesmo autor, “Anselmo Lorenzo anarquista y masón”, em Historia 16, nº 105, 1985, págs. 25-33, e, por fim, “Francesc Ferrer i Guardia i la maçoneria. Una aproximació crítica (1901-1910”, em Revista de Catalunya, nº 50, 1991, págs. 81-92.; J. Ruiz Pérez, “Masonería y posibilismo libertario: la actividad masónica de Marín Civera, en J.A. Ferrer Benimelli, coord; La masonería en Madrid y en España del siglo XVIII al XXI, Zaragoza, 2004, págs. 1.005-1.021; Víctor Guerra “Anarquistas francamasones en Asturias”, publicado em 2003 pela Fundación de Estudios Libertarios Anselmo Lorenzo, e disponível na internet. Do mesmo autor, “La escuela neutra. Historia de la masonería en Gijón. Siglo XX”, na página da Maçonaria nas Asturias; E. Olivé Serret, “El moviment anarquista català i la francmaçoneria a l’ultim terç del segle XIX. Anselmo Lorenzo i la lògia Hijos del Trabajo”, em Recerques: Història, economía i cultura, nº 16, 1984, págs. 141-156; J.L. Gutiérrez Molina, “Masonería y movimiento obrero: Vicente Ballester y la Logia Fermín Salvoechea (1926-1930), em Papeles de Historia, nº 3, 1993, págs. 83-93; e, por fim, Frank Mintz, Autogestión y anarcosindicalismo en la España revolucionaria, Madrid, 2006, pág. 56.

Eduardo Montagut. Doutor em História. Autor de trabalhos de pesquisa sobre História Moderna e Contemporânea, assim como sobre Memória Histórica.

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

sob o último sol,
ave beija a face do lago;
o espelho trêmulo se arrepia.

Alaor Chaves

[Espanha] “Emma Goldman. La Unión Apasionada de Pensamiento y Vida”, Laura Vicente y Agustín Comotto

Este livro é uma leitura apaixonada de uma de nossas fontes de inspiração: Emma Goldman. Não é nossa intenção convertê-la em um mito, mas recordá-la, e pensá-la no presente. Após os oitenta e dois anos transcorridos desde sua morte, gostaríamos de falar dela desde sua vida e desde seu pensamento. O reconhecimento de Emma Goldman se fundamentava em sua vida, na heroica aventura de uma mulher judia, imigrante e anarquista que ajustou sua vida a seus ideais. A mitificação de sua vida redundou em subestimar seu pensamento e sua contribuição ao anarquismo no plano teórico.

No entanto, ela sempre celebrou a unidade da vida. Entendeu o anarquismo sem destacar umas esferas da vida (a teoria, o pensamento) e ocultar outras (o corpo, os afetos, a maneira de viver). Desde o anarquismo se entendeu e construiu sua genealogia supervalorizando a esfera do pensamento e postergando, desta maneira, as mulheres anarquistas que entenderam a importância de unir tudo o que constitui a vida.

Ela mesma destacou em mais de uma ocasião como entrelaçou vida e pensamento em um todo, podemos considerá-la uma mestra da unidade da vida. Sua maneira de viver a existência segundo os ideais de liberdade a partir das relações mais íntimas com os demais, era para ela um fim em si mesmo e um aspecto crucial da mudança social. Rechaçava a contraposição entre emoção e pensamento, entre vida pessoal, vida social e compromisso político.

Esta é a Emma Goldman que nos interessa, tanto a Agustín Comotto, autor da capa e de outras ilustrações no interior do livro, como a mim mesma. Chegou o momento de reconsiderar nossa genealogia anarquista e dar o merecido lugar a Emma Goldman.

Fonte: http://acracia.org/emma-goldman-la-union-apasionada-de-pensamiento-y-vida-laura-vicente-y-agustin-comotto/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

flor na lapela
noite de serenata
à janela

Carlos Seabra

[Itália] Contra a repressão e o oportunismo político, vamos nos organizar!

O novo governo italiano, formado por Meloni e os seus – liderado pelo ex-prefeito Piantedosi – inaugurou uma nova temporada repressiva cujo primeiro ato é a criminalização daqueles que invadem arbitrariamente “terras ou edifícios de outras pessoas, públicos ou privados”. Estamos obviamente nos referindo ao chamado decreto “Anti-Rave”.

Alguns têm reclamado de um retorno ao fascismo – porque os expoentes do partido Fratelli d’Italia (Irmãos da Itália) vêm de antigos círculos MSI -, outros temem um apocalipse policial ao estilo de 1984.

E ainda assim a coisa é simples e desarmante: estamos em uma fase de recessão econômica, de grande empobrecimento da mão-de-obra, com os gemidos da burguesia média e pequena porque eles podem se tornar pobres (e que não podem escapar do trabalho debaixo dos panos como faziam no passado).

O que o governo Meloni poderia produzir então, se não uma regulamentação com a qual controlar e impedir qualquer protesto futuro quando os preços dos alimentos e da energia estão constantemente aumentando?

Certamente, isto levará a um protesto em massa. O ponto doloroso é que em uma fase de empobrecimento econômico, social e cultural como a que estamos vivendo, haverá muitos sujeitos, movimentos e grupos políticos (inclusive institucionais) que quererão cavalgar sobre os brasões do descontentamento.

Isto resultará na ameaça da “tomada do Palácio de Inverno”, ou, para ser mais claro, na “conquista da sede parlamentar”.

Mas sabemos muito bem que os parlamentares (nacionais ou regionais) são a expressão de blocos de poder (econômico, social, cultural e qualquer outra coisa).

Os parlamentos burgueses-democráticos não são lugares de onde se possa iniciar a emancipação da opressão: neles se decide como perpetuar o status quo com base nas opressões de classe, raça, gênero e espécie.

Em um momento como este, é crucial manter a clareza mental e agir em uma base horizontal e emancipatória, de modo a rejeitar as regurgitações reformistas obsoletas e a repressão tão cara à burguesia empobrecida e enfurecida – a que seus próprios representantes e ala armada obedecem cegamente.

Nunca antes foi tão necessário organizar em outras bases, tecendo relações e organizações horizontais e baseadas na ajuda mútua entre pessoas oprimidas, fora de qualquer lógica de dominação, capitalista e estatal.

Fonte: https://gruppoanarchicogalatea.noblogs.org/post/2022/11/21/contro-la-repressione-e-lopportunismo-politico-organizziamoci/?

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

língua pendente
cachorro com sede
sol ardente

Carlos Seabra

[México] Liberdade para Mumia Abu-Jamal!

• Com a idade de 68 anos é veterano do Partido Panteras Negras, jornalista combativo, autor de 13 livros e ativista comunitário.

• Foi injustamente declarado culpado pelo assassinato de um policial branco em 9 de dezembro de 1981 na Filadélfia e condenado a morte em 1982 pelo sistema de injustiça racista.

• Saiu do corredor da morte em 2011 graças às mobilizações do movimento, mas agora enfrenta a morte por encarceramento.

• Evidência encontrada na Promotoria da Filadélfia no final de 2018 poderia comprovar sua inocência e levar à sua libertação depois de 41 anos atrás dos muros se seu caso se abrisse novamente.

• A juíza Lucrecia Clemons rechaçou sua petição em 26 de outubro de 2022 e pensa rechaçar sua apelação em sua próxima audiência. No entanto, deixou a porta levemente aberta com relação a considerar evidência sobre o racismo na seleção do jurado em 1982.

• Haverá ações em seu apoio durante sua próxima audiência na sexta-feira, 16 de dezembro, na Filadélfia depois de ações no final de semana de 9 de dezembro, o dia de seu encarceramento.

• Na Cidade do México estaremos em solidariedade fora da embaixada gringa no domingo 11 de dezembro às 12h00 do dia em um ato conjunto com um emocionante Torneio de Freestyle de #DeBatl. Haverá rap de Guerrilla Bang Bang, música dançável estilo jamaicano de Chingona Sound, canções de Eva Palma, dança pré-hispânica de Aurelio y amigos, obra gráfica de Ulises Xozulu, percussão corporal da Colibrí, mais gravações e uma nova manta de Indiosindios Lopez!

Não permitamos que Mumia morra na prisão!

Liberdade agora! Presos Políticos Liberdade!

amigosdemumiamx.blog

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Nos bambus já escuros,
morcegos, daqui, dali,
também sem destinos.

Alexei Bueno

[Espanha] Cartier-Bresson, fotógrafo e anarquista

“O anarquismo é, antes de tudo, uma ética e, como tal, se manteve intacto. O mundo mudou, não o conceito libertário, o desafio frente a todos os poderes. Graças a isso, consegui livrar-me do falso problema da celebridade. Ser um fotógrafo conhecido é uma forma de poder e eu não o desejo“. Henri Cartier-Bresson (1998).

Alguém disse algo assim como que, ali onde houvesse que lutar pela dignidade haveria um anarquista. Esta reflexão do grande fotógrafo francês, libertário até o fim de sua extensa e lúcida vida, é um exemplo disso. Cartier-Bresson esteve na Espanha durante a República, e voltaria em diversas ocasiões, identificando-se com os anarquistas espanhóis e reivindicando a anarquia como um sentido ético ante a vida. Jamais abandonou seu compromisso social em seu percurso pela Europa, Ásia, África e América Latina, deixando para a posteridade numerosos momentos históricos e retratos de personagens graças a sua Leica e a seu objetivo de 50 mm. Não é tão conhecido seu trabalho para o cinema, durante os anos 30, com Paul Strand nos Estados Unidos e com Jean Renoir na França. Sua primeira vocação, no entanto, seria a pintura e o desenho, considerando o surrealismo como uma forma subversiva que casava bem com suas ideias libertárias. É em princípios dos anos 30 quando se fascina pela fotografia, mas nunca abandonará sua “paixão privada” pelo surrealismo e seu amor ao desenho, dedicando seus últimos anos a esta faceta e deixando numerosos nus femininos realizados a carvão (curiosamente, aqui seu interesse artístico difere muito de sua obra fotográfica). De fato, teve um grande interesse em pintores como Matisse, com quem teve uma grande amizade, Braque, Giacometti, Bonnard, Bacon e muitos outros.

Cartier-Bresson se tornou anarquista sendo muito jovem, ao descobrir mundos diferentes ao das civilizações judaico cristã e muçulmana. Frente à inanidade presente em um mundo onde a tecnologia possibilita uma quantidade ininterrupta de imagens, reivindicou sempre a sensibilidade do olho do artista. Curiosamente, e apesar de ser considerado um dos pais da fotorreportagem e de possuir um inegável compromisso com o social, se distancia do trabalho de outro grande fotógrafo como Sebastião Salgado. Cartier-Bresson pensava que a obra de Salgado não estava concebida pelo olho de um pintor, mas pelo de um sociólogo, economista e militante; apesar de respeitar muitíssimo seu trabalho, considerava que o brasileiro possuía uma “faceta messiânica” que a ele mesmo lhe era alheia.

Em alguma ocasião, rechaçou o trabalho documental e jornalístico, já que o considerava “extremamente entediante”, algo pelo que o próprio Robert Capa o recriminou aconselhando-lhe que se distanciasse de suas origens surrealistas, algo que Cartier-Bresson parece que fez só publicamente. Em qualquer caso, o fotógrafo francês não se considerou nunca um repórter e reivindicou sempre sua subjetividade artística: “Quando vou a algum lugar, tento fazer uma foto que resuma uma situação que maravilhe, que atraia o olhar e que tenha uma boa relação das formas, que para mim é essencial. Um prazer visual”. Pode dizer-se que o fotojornalismo, considerado como mera acumulação e registro de fatos, é para Cartier-Bresson o caminho do nada; o autenticamente interessante é o ponto de vista que se adote sobre esses fatos, e a fotografia há que considerá-la como uma re-evocação desses acontecimentos. Por outro lado, renunciou a trabalhar para agências de publicidade, já que permaneceu firme em sua crítica à sociedade de consumo desenvolvida desde os anos 60 do século XX. Manteve sempre até o final sua rebeldia e encontrou mais motivos para alimentá-la com o aparecimento da tecnociência, que considerava um autêntico monstro, e com essa falácia da “brecha geracional”; Cartier-Bresson reivindicava uma humanidade unida pela solidariedade, valor fundamental com o qual se encontrou uma e outra vez ao longo de sua convulsa e extensa vida, à margem de sua idade ou condição.

Demos uma olhada nas palavras do próprio Cartier-Bresson sobre a atividade fotográfica:

Para mim, a fotografia é o reconhecimento simultâneo em uma fração de segundos do significado de um evento e a organização das formas que lhe dão seu próprio caráter.

O ser humano deve encontrar um equilíbrio entre sua vida interior e o mundo que o rodeia, buscando a influência recíproca e chegando inclusive a considerar finalmente o resultante de um único mundo que aglutine subjetividade e objetividade. Como já se viu, o fotógrafo francês rechaçava o êxito e inclusive o reconhecimento, mas sim desejava transmitir algo às pessoas e saber ao mesmo tempo que era bem recebido.

Capi Vidal

Fonte: http://acracia.org/cartier-bresson-fotografo-y-anarquista/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Como que levada
pela brisa, a borboleta
vai de ramo em ramo.

Matsuo Bashô

[Espanha] Feira do Livro Anarquista em Alcoi nos próximos dias 6, 7 e 8 de dezembro.

Estamos emocionados de poder convidá-los para os próximos dias 6, 7 e 8 de dezembro para a Feira do Livro Anarquista em Alcoi, que acontecerá por causa do Centenário e 28º Congresso da AIT (Associação Internacional dos Trabalhadores).

O horário da Feira será ininterrupto desde as 10:30 horas da manhã até as 21:00 horas e ocorrerá na Sede do Sindicato de Ofícios Vários de Alcoi (C/Sant Vicente Ferrer, 18 baix). Durante os três dias acontecerão encontros de livrarias, editoras e distribuidoras anticomerciais vindas de diferentes pontos geográficos.

Se tens um projeto autogestionado ou pertences a uma editora e desejas receber mais informação sobre como colocar teu stand, podes enviar um correio eletrônico a comisioncongresual@cntait.org.

Se desejas mais informação podes visitar a página web ou as redes sociais da AIT.

Durante os próximos dias iremos atualizando informação sobre o resto de atividades realizadas em razão do Centenário da AIT entre os dias 5 e 11 de dezembro.

www.cnt-ait.org

agência de notícias anarquistas-ana

velho haicai
séculos depois
o mesmo frescor

Alexandre Brito

10º Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo

Dia 10 de dezembro no ECL Fofão Rock Bar. Estrada das Taipas 3827, São Paulo (SP)

Cronograma

Debate – 1 década de Festival Anarquista e Punk. Semeaduras e colheitas no audiovisual libertário ( Com a participação de ex-integrantes do coletivo que organiza o evento).

Filmes:

-Fôlego Vivo (2021) Associação dos Índios Cariris do Poço Dantas-Umari – Ceará/ Brasil // -Andale (2017) Canibal Filmes – Santa Catarina/ Brasil // -Obscuridades (2019) Arte Subversivo Hakai Teki Ato – Mexico // -290 Venenos (2020) // Petter Baiestorf/ CineCaos – Brasil // -2021/2022 AriFrost – Carapicuíba/ Brasil // – Nossos Passos Seguirão os Seus (2022) Corpo Fechado Produtora – Rio de Janeiro/ Brasil // -Banco Brecht (2017) Tiago Aguiar e Marcio Souza – Pernambuco/ Brasil // -Filho de Almereyda Alex Fedox/Cine Molotov – Ceará/ Brasil // -RÉQUIEM MENEGHETTI (2016) Utopíe Produções – Rio de Janeiro/ Brasil // -Caixa Postal 195 (2012) Giuliana Miguel e Rodrigo Rosa da Silva – São Paulo/ Brasil // -Punky Mauri: Formosamente Violento (2017) – Chile // -Proyectando Libertad (2020) AnarcoFilmes – México/ Brasil // -Êra Punk (2022) Linha de Ação – São Paulo/ Brasil // -Relatos de Uma Cena Anarcopunk (2012) César Medeiros e Danilo Tázio – Rio Grande do Norte/ Brasil // -Macehualopunks (2019) HeyWild – Veracruz/México // -Beyond the Screams: A U.S. Latino Hardcore Punk Documentary (1999) Martin Sorrondeguy – EUA // -Ocupa RIA Coletivo Resistência Internacional de Artistas (RIA) – Distrito Federal/ Brasil // -La Forma: Videofanzine de Contracultura (2016) Arlen Herrera – Equador // -pUNk[A]h4ck1ng (2016) Cin’Surgente – [A]filmes – Brasília/DF/ Brasil

>> Confira a programação completa aqui:

https://anarcopunk.org/festival/

agência de notícias anarquistas-ana

tarde cinza
borboleta amarela
toda luz do dia

Alexandre Brito

[Chile] Santiago: Cicletada pela memória ácrata, 10 de dezembro

Já se passaram 130 anos de influência anarquista neste território, o que torna indispensável resgatar a nossa história da aniquilante maquinaria do esquecimento capitalista. Seremos nós, os e as anarquistas, que se encarregaremos de reconstruir nossa memória negra.

O convite é para uma jornada histórica-cultural, que consistirá num passeio de bicicleta por Santiago, onde passaremos por 7 pontos relevantes para a história ácrata local. A atividade contempla uma duração de 3 horas (aproximadamente), nesta cicletada entregaremos material informativo, além de intervenções teatrais em algumas das estações. O trajeto culminará no Parque Portais com um almoço coletivo e solidário organizado pelo Arquivo Histórico La Revolta.

Esta é uma atividade para todas as idades, então será livre de fumo e álcool. É recomendado levar água e protetor solar. Se estiver a fim, traga sua propaganda, suas bandeiras e balões pretos. Vamos nos reunir no Parque Quinta Normal, em frente ao Museu de História Natural, às 10h00, sábado, 10 de dezembro.

Saudações anárquicas em duas rodas!

agência de notícias anarquistas-ana

portas batendo
fugindo da chuva
o vento

Alonso Alvarez